Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 27/09/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito ao bem-estar social. Entretanto, o que se observa é que em pleno século XXI , séculos após a Primeira Revolução Industrial e a crescente produção em massa ,ainda, é possível identificar seres humanos que se quer realizam uma refeição diária, impossibilitando que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios seja encontrados a fim de resolver essa inercial problemática .
Precipuamente, é notório que a educação é o fator principal de um país. Todavia, ocupando a nova posição na economia ,segundo Banco Mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e tal contraste é claramente refletida na hodierna organização social que tem suas bases centradas na fome e na miséria desde o período colonial na qual com a abolição da escravidão , definida pela Lei Áurea, os ex-escravos foram impelidos para a periferia do sistema, tornando-se um dos pilares da sociedade brasileira, segundo Darcy Ribeiro.
Faz-se mister, ainda, salientar que a má distribuição de alimentos é um impulsionador do problema .De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações econômicas, sociais e políticas são característica da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, na pós-modernidade o sistema capitalista com o uso da tecnologia alavancou a produção e com ela veio o aumento da desigualdade na distribuição de alimentos, causando subnutrição principalmente em países periféricos, um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que para realização das atividade diárias é necessário a obtenção de 2.000 quilocalorias, sendo que 12% da população mundial não tem acesso a esse número .
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo o Estado por meio do Ministério da Cidadania deve instituir um fundo nacional de combate a fome , promovendo cestas básicas mensais para toda a população e consultas mensais com nutricionistas , promovendo medidas que viabilizem o consumo das 2.000 quilocalorias diárias. Nesse sentido, o fito de tal ação é erradicar a fome em todo o território nacional .Somente assim esse problema será gradativamente erradicado ,pois, conforme Gabriel o pensador , “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.