Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 09/10/2020
A Revolução Verde - emprego de novas tecnologias na agricultura - contribui, desde da década de 1960, para uma maior produtividade de alimentos. Hodiernamente, entretanto, os benefícios dessa revolução mostra-se evidente, apenas, no campo econômico, pois mesmo que a produtividade agrícola seja o suficiente para todos, a subnutrição é uma realidade de muitos. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um problema alicerçado na má distribuição de alimentos e na escassez de políticas públicas que contenham tal impasse.
Em primeira análise, a má distribuição de alimentos concretiza-se na sociedade quando os Estados priorizam exportações em detrimento da subsistência de suas populações. Em destaque à Teoria Malthusiana de Thomas Malthus, o qual acreditava que o crescimento exponencial da população não acompanharia a disponibilidade de alimentos, é equivocada quando há toneladas de alimentos vendidos ou exportados na mesma proporção em que há milhares de pessoas passando fome, por exemplo. Desde modo, constata-se que o epicentro, da subnutrição no Brasil, não está ligado ao crescimento populacional, mas na incapacidade do Estado em distribuir alimentos de forma eficiente.
Além disso, é dever do Estado prover à população uma boa qualidade de vida, visto que exista programas de assistencialismo que colabore para o fim da subnutrição no Brasil, como o Bolsa Família e os restaurantes populares, entretanto, ainda, é possível sublinhar a problemática da fome como umas das principais mazelas em evidência no país. Em alusão ao romance “O Quinze” de Rachel de Queiroz, uma obra regionalista, a qual retrata a seca do nordeste e sua principal consequência, a fome. Há em seu enredo uma crítica ao governo da época e a corrupção que o abalava. logo, mesmo que a obra em questão seja da década de 1930, a temática da fome ligada à corrupção é atual e devido a esses atos ilegais, a quantidade de medidas resolutivas à subnutrição no Brasil não é suficiente para o seu fim.
Torna-se claro, portanto, a relevância de medidas corretivas ao impasse em análise. Para que isso ocorra, é necessária a intervenção do Estado, a partir de políticas públicas mais eficientes, com prioridade na construção de mais restaurantes populares e uma maior abertura para novos beneficiários do Bolsa Família, juntamente com a fiscalização aos repasses monetários que essas medidas irão exigir. Isso, consequentemente, diminuiria as chances do Brasil estar no mapa da fome e traria a dignidade para aqueles que mais precisam. Assim, haverá a resolução do problema e a subnutrição não se alicerçará na sociedade atual.