Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 13/10/2020
Conhecida como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de redemocratização, a Constituição Federal foi promulgada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a má distribuição de alimentos configura-se como uma falha no princípio da isonomia, resultando na subnutrição. Sendo assim, percebe-se que o tema possui raízes amargas no Brasil, devido não só a falta de recursos do país, mas também ao desperdício de comida.
Deve-se destacar, de início, a falta de recursos do território brasileiro como um dos complicadores do problema. Apesar da produção de alimentos no Brasil em 2019 ter sido estimada em 240,7 milhões de toneladas, de acordo com levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , ainda sim, a distribuição não é feita de forma correta pela falta de investimento político e pela preferência que ocorre para exportar os alimentos, ocasionando assim o aumento dos produtos básicos, o que dificulta o acesso aos pobres que representa 25,4% da sociedade, de acordo com o IBGE, dessa maneira, se amplia a subnutrição no país.
Nesse contexto, vale ressaltar que a situação também é afetada pelo desperdicio de alimentos, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são perdidos no planeta a cada ano, cerca de 30% do total produzido. Em virtude do mal armazenamento e da compra excessiva de comida, muitos alimentos acabam por não ser aproveitados, resultando no aumento da subnutrição, como foi corroborado pela FAO, estimou se que quase 690 milhões de pessoas passaram fome em 2019, as consequências desses números serão vistas no futuro pois a subalimentação prejudica o desenvolvimento intelectual e profissional de parte da população. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil e do estado, para que a subnutrição e a má nutrição deixe de existir.
Em síntese, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, a Organização Mundial da Saúde juntamente com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio de investimentos e novas políticas públicas, deve criar formas melhores de armazenamento e reaproveitamento do alimento, também deve se produzir programas para que os pobres tenham um maior acesso aos alimentos básicos. Nesse sentido, o feito de tal ação diminuirá o desperdício de alimento, além da distribuição alimentar ser feita de forma regular, resultando assim na menor taxa de subnutrição. Somente assim, essa problematica será gradativamente erradicada, pois, confome Gabriel O pensador, " Na mudança do presente a gente molda o futuro".