Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 15/10/2020

No filme “O Poço”, prisioneiros são confinados em uma prisão vertical e apenas podem se alimentar dos restos da comida do nível de cima. Fora da ficção, essa realidade está presente no Brasil, pois enquanto parcela da sociedade é dotada de alimentação de sobra, outra parte sofre com a desnutrição. Logo, percebe-se que a má distribuição alimentar é atrelada ao fato da enraizada desigualdade social do país e a um problema governamental de ineficiente propagação alimentar entre a sociedade.

Em primeiro plano, vale destacar que, durante o Feudalismo, a nobreza possuía grande quantidade de comida, já os servos, sofriam com a fome. Nessa perspectiva, a cultura de classe social e alimentação está presente da antiguidade até o período atual, demonstrando que quanto maior o poder, mais alimento o indivíduo pode possuir, assim, há uma segregação alimentar propiciada pela desigualdade social.

Ademais, vale ressaltar que, a garantia de alimentação a todos não é assegurada pelo Estado. De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948, todos os indivíduos devem fazer jus a condições dignas de humanidade. No entanto, os cidadãos brasileiros de baixa renda não apresentam essa condição, uma vez que, o governo não auxilia essa parcela da sociedade a ter acesso a alimentos em quantidades suficientes para dar fim a fome.

Desse modo, é imprescindível o debate acerca da minimização da subnutrição no Brasil. Nessa lógica, é dever do Ministério da Cidadania, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, destinar verbas  para a criação de um projeto que distribua ‘‘bolsas’’ alimentares, um cartão com 800 reais para aquelas famílias que comprovarem não possuir renda suficiente para a alimentação, e assim, a distribuição de alimentos seja feita de maneira igual para a população, e cenas como do filme ‘‘O Poço’’ se trate apenas de ficção.