Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 28/10/2020
A Declaração dos Direitos do Cidadão expressa que o Estado deve fornecer acesso aos direitos, como a educação, a saúde, entre outros, para todos os indivíduos presentes na sociedade. Paradoxalmente, no cenário atual, há o descaso público com a desigual distribuição de alimentos no Brasil, pois este carece de investimentos gerados pela criação de medidas políticas. Desse modo, a negligência estatal e a consequente desigualdade social fundamentam a intensificação da situação de fome na população do país.
Em primeira análise, a desigualdade nas concentrações de renda entre os estados brasileiros expõe o precária planejamento estatal para realizar uma eficiente distribuição de alimentos. Nessa ótica, menos da metade das famílias do Nordeste tiveram acesso pleno e regular aos alimentos, segundo o apresentado em setembro de 2020 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Assim, a desigualdade financeira nas regiões brasileiras promovem o aumento da fome no país, pois não há investimentos públicos para atender a demanda da distribuição de alimentos de forma igualitária no Brasil.
Em segunda instância, segundo o ideal “American Way of Life”, que expressa o acúmulo de capital acima da ética, a nação brasileira apresenta o viés individualista, pois realiza a exclusão social de indivíduos que estão em situação de pobreza no país. Nessa conjuntura, a prefeitura de São paulo solicitou que as corporações policiais retirassem os cobertores da população em situação de rua na época mais fria da região, segundo o apresentado em 2017 pelo aplicativo de informação G1. Por conseguinte, a negligência pública, como a falta de campanhas sociais, os baixos ou inexistentes investimentos, entre outros, com as classes financeiras mais baixas promove a falta de empatia e, por consequência, a exclusão destes indivíduos do âmbito social.
Portanto, é mister a criação de políticas públicas para sanar o avanço da fome no Brasil. Então, o Ministério da Cidadania, em conjunto com as prefeituras, deve implementar campanhas sociais para garantir o acesso aos direitos da população em situação de pobreza, por meio da isenção de impostos às empresas que ajudassem financeiramente na distribuição de alimentos em abrigos comunitários e da distribuição de palestras socioeducativas, apresentadas por professores, em redes públicas de ensino para conscientizar os indivíduos sobre a desigualdade social e combater a questão da fome no Brasil. De acordo com o educador Paulo Freire, a educação é a proposta mais eficiente para gerar transformações sociais, logo, a sociedade brasileira deve priorizar o investimento na base educacional para garantir o acesso de todos à cidadania.