Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 04/11/2020
Este debate não é atual, tratamos há anos desta temática, porém ela é ainda mais ampla, pois não se trata apenas de alimentação isoladamente, e sim de um problema social, político e econômico, é um direito assegurado pela nossa constituição e é dever do Estado garantir acesso à alimentação.
O acesso aos alimentos é de interesse global, pois além de manter a população nutrida e saudável, ele é comercializado à anos, desde as grandes navegações, quem detém o alimento sempre procura comercializar em regiões onde há melhores condições de produção, transporte, logística, tudo isso tem influência direta no preço final do produto, gerando maior lucratividade para o produtor ou vendedor.
As regiões mais pobres encontram dificuldade de acesso à alimentos, pois outros fatores também são escassos, como à água, principal componente para sobrevivência e produção, falta de ferrovias, hidrovias e rodovias, esses, também agravam este cenário, pois acarretam em maior dificuldade no escoamento da produção para essas regiões causando maior custo e maior número de perdas, principalmente dos produtos perecíveis, a baixa renda per-capita nestas regiões acabam afastando os comerciantes, pois a falta de demanda eleva o custo para se manter um produto em estoque, evidência clara da falta de empregos nestas regiões, devido a infraestrutura precária, empresas procuram regiões mais desenvolvidas para se instalarem.
A precariedade destas localidades, acabam gerando grande movimento migratório para regiões centralizadas, pois nelas, as pessoas podem encontrar mais oportunidades e melhores condições de vida, esse movimento migratório gera superlotação dos grandes centros, aumenta a demanda por alimento nessas regiões, transporte, saúde, educação e moradia o que requer ainda mais investimentos nestas localidades, deixando mais uma vez as regiões pobres desassistidas com menores investimentos. A subnutrição gerará superlotação no sistema de saúde, pois está diretamente relacionada com a saúde física da população, baixa imunidade, o não desenvolvimento dos órgãos, anemias, entre outros, gerando gastos para o sistema, que por sua vez deixará de investir no longo prazo na tentativa de sanar o problema imediato, causado pela ausência do alimento e seus nutrientes.
Este trabalho é longo, dependente muito de investimento governamental em infraestrutura nestas regiões mais pobres, quando houver incentivo nestas localidades, chegará uma onda de desenvolvimento de empresas locais e estrangeiras, que motivará a descentralização e gerará renda, para população local, que por sua vez conseguirá ter melhor condição de vida.