Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 13/11/2020
Na obra literária de Graciliano Ramos “Vida Secas”, é possível ver a realidade de famílias do sertão que passam por dificuldades impostas pela fome em tipo de seca nordestina. Entretanto, apesar da ficção nas páginas da obra, a má distribuição de alimentos que gera a subnutrição populacional, é uma realidade brasileira hodiernamente que apresenta pilares para ser uma problemática no país: A deficiência de políticas de combate a fome, além de famílias que apresentam ausência de poder aquisitivo para alimentação básica.
Em primeira análise, a Constituição Federal Brasileira de 1888 - em suas páginas - evidencia que a alimentação é um direito de cada indivíduo. Todavia, a subnutrição ainda é uma realidade no Brasil, o que escancara a problemática das políticas de combate a fome que não apresentam resultados significativos no Brasil. Desta forma, um país que anseia para se manter no posto de segundo maior exportador do mundo, de acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), deveria reparar danos nas políticas de combate a fome para que o direito previsto na Constituição Federal não fosse cerceado da sociedade.
Em segunda análise, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) afirma que um quarto da população possuí uma série de indicadores sociais sobre pobreza. Desta forma, as finanças de uma parte da população não é suficiente para a compra de alimentação básica, assim, para não passar nem sofrer com a realidade da fome no Brasil, com o pouco poder aquisitivo que essas famílias possuem elas compram e correm atrás de alimentos considerados baratos com baixo valor nutricional. Desse modo, apesar de possuir alimento dentro de casa, seus nutrientes não servem para manter uma vida saudável, assim os riscos de problemas médicos aumentam e prejudica ainda mais a população que não possui uma renda razoável.
Portanto, é necessário que os impactos da subnutrição e má distribuição de alimentos seja resolvido. É indispensável, portanto, que o Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Economia estabeleçam estratégias que visem diminuir os impactos físicos das pessoas que se encontram sem nutrição básica, por meio de fiscalização dos valores nutricionais e diminuição do preço de cestas básicas, bem como a criação e divulgação de programas políticos efetivos de combate a fome, a fim de aconselhar, ensinar, ajudar e reeducar as famílias brasileiras acerca da importância dos valores nutricionais de cada alimento, além da distribuição de cestas básicas e auxílio financeiro para os desempregados. A partir dessas mudanças a sociedade brasileira avançará e haverá garantia dos direitos fundamentais aos cidadãos e dignidade a todos.