Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 17/11/2020
Embora a introdução de iniciativas tecnológicas, como a Revolução Verde, na metade so século XIX, tenha aumentado exponencialmente a produção de víveres, e transformado o Brasil no “celeiro do mundo”; a subnutrição do corpo civil brasileiro, no cenário hodierno, ainda se faz presente. Tal conjuntura se dá não só pela ineficiência do Estado em garantir robustez no setor alimentício nacional, como também devido à ignorância insustentável da sociedade ao gerenciar suas fontes nutritivas, e torna-se, assim, em uma problemática a ser combatida.
Em primeira análise, é pertinente ressaltar que, a ingestão adequada de nutrientes é um direito previsto na Constituição Cidadã, promulgada em 1988. Entretanto, de acordo com o portal G1, em 2020, o setor agropecuário zerou as tarifas para exportação, o que gerou alta demanda alimentar internacional, e, dessa forma, produtos essenciais da sexta básica ficaram mais caros para o cidadão brasileiro. Sob essa ótica, fica claro que o governo brasileiro negligencia as necessidades da população em prol da especulação capitalista, além de tratar a provisão como mero propulsor de lucros, em detrimento do seu valor societário. Em consequência disso, os interesses privados são priorizados, e o corpo civil se encontra cada vez mais distante de ter suas prerrogativas efetivadas.
Outrossim, é valido frisar que, para o economista Thomas Malthus, o incremento do setor agropecuário não conseguiria acompanhar o crescimento populacional, e isso provocaria a expansão da fome. Entretanto, segundo a Fundação Getúlio Vargas, 2018, além de a produção agrícola atual ser capaz de prover todos os habitantes do país, uma das principais causas da subnutrição é o desperdício estrutural (cerca de 30% do rendimento total), que vai desde a colheita até as práticas substanciais do consumidor final. Isto posto, é notória a falta de consciência sócio-ecológica da comunidade brasileira, exemplificada tanto pelo excessivo descarte quanto pelo escasso reaproveitamento dos alimentos, o que sobrecarrega a exploração de recursos naturais, acentua o uso de agrotóxicos, e, como consequência, vulnerabiliza o meio ambiente de forma irreparável.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para mitigar tal agrura. Para isso, é imprescindível que o Poder Executivo priorize a subsistência civil, por meio de investimentos sólidos, tanto na produção agrícola destinada setor nacional, quanto na distribuição de cestas básicas à população carente. Dessa forma, a segurança nutricional brasileira será viabilizada. Com igualdade, que o Ministério da Educação, por intermédio de palestras escolares e de comerciais televisivos, aponte o impacto do consumo consciente na prevenção da exploração ambiental, com o fito de estimular o viés ecológico de tal prática alimentar. Dessa maneira, a dieta nacional será impulsionadora de igualdade social.