Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 03/12/2020

O filme “O menino que descobriu o vento”, evidencia os desafios da alimentação e da fome no interior do Malawi, na África. Infelizmente, essa triste realidade persiste em todo o mundo. Nesse sentido, faz-se necessário discutir as causas da subnutrição e caminhos para combate-lá.   Primeiramente, é preciso entender a relação entre a fome e o acesso ao alimento. De acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas) uma em cada nove pessoas é subnutrida no mundo. A grande maioria delas são de países periféricos, negligenciados ou subdesenvolvidos. Nessas regiões o acesso à comida é dificultado, seja pelo alto preço, seja pela disponibilidade. Logo, é evidente que a condição social, econômica e política de um país está diretamente ligada os níveis nutricionais da sua população.

Além disso, é fundamental analisar o processo de produção e distribuição de alimentos. As condições climáticas de um país ou seu potencial tecnológico é determinante na sua produção de insumos alimentícios. Além disso, a redução do desperdício na linha de produção até o consumidor final e a melhora na infraestrutura do transporte são essenciais para ajudar a diminuir a fome e a subnutrição. Isso, pois em determinadas regiões chegam apenas insumos poucos nutritivos e favorecem uma dieta desequilibrada prejudicando a população.

Fica claro, portanto, que a problemática é mundial e necessita de esforços multilaterais para ser solucionada. Cabe a ONU para Alimentação e Agricultura (FAO), em parceria com as grandes produtoras de alimento e os governantes, promover uma política de distribuição de alimento em escala global. Isso deve ser feito por meio de políticas de crédito com condições especiais para países subdesenvolvidos. Dessa forma poderão adquirir tecnologia para cultivo local e satisfazer as necessidades populacionais. Além disso, nutricionistas online, devem ajudar na elaboração de dietas mais equilibradas e acompanhamento medico das populações mais carentes. Somente assim, com cooperação global, as cenas do filme ,ao poucos, deixarão de ser realidade.