Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 24/12/2020

“Solidariedade” é um sentimento de identificação em relação ao sofrimento dos outros. A partir disso, infere-se que ela está intimamente relacionada para a solução da subnutrição atrelada à má distribuição de alimentos, tendo em vista que é preciso um papel empático do Poder Estatal frente a esse impasse. Logo, é imperioso uma análise desse problema com ênfase em seus aspectos sociais e históricos.

Em primeira análise, é importante destacar que a desigualdade socioeconômica dificulta o acesso ao alimento pela população de baixa renda. Todavia, esses indivíduos devem ser amparados pelo Estado, como é assegurado na Declaração Universal dos Direitos Humanos, suprindo, assim, suas necessidades básicas, como a alimentação. Apesar disso, a perspectiva egocêntrica do capitalismo, o qual se preocupa apenas com a geração de lucros, deturpa tal documento, deixando milhares de pessoas em situação de miséria, a exemplo da África, que possui 1,4 milhão de crianças em risco iminente de morrer de fome, segundo a Agência das Nações Unidas para a Infância, o que demonstra a ausência de um Estado solidário.

Em segunda análise, convém salientar que a problemática possui raízes históricas. A partir disso, destaca-se o processo de colonização do Brasil, o qual foi marcado por intensa preocupação em abastecer a metrópole, sem, no entanto, considerar as exigências básicas da colônia. Desse modo, pode-se afirmar que o Estado se mostra negligente, pois, ignora os fatos passados ​​e os repete na contemporaneidade, como evidenciado no agronegócio, o qual prioriza a exportação de produtos agrícolas, enquanto milhões de brasileiros passam fome. Logo, urge a reformulação dessa postura Estatal.

Destarte, com a observação dos aspectos analisados, é fucral que o Banco Mundial - como órgão que visa a redução da pobreza e da desigualdade -, financie projetos voltados à distribuição equitativa de alimentos às nações mais pobres. Isso pode ser feito por meio de ONG’s internacionais, com o fito de erradicar a fome do mundo. Ademais, o Governo brasileiro deve adotar projetos econômicos que priorizam o bem-estar da população, cortando suas raízes com o Período Colonial. Com tudo isso, o problema da má distribuição de alimentos poderá ser resolvido.