Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 24/12/2020
Na fase realista, Machado de Assis teceu críticas à sociedade brasileira por ser obstinada pela ascensão ao poder, ficando o bem-estar coletivo em segundo plano. Com base nisso, é presente na contemporaneidade a falta de vontade política e social em promover ações que garantam a segurança alimentar para todos. A partir desse contexto, é fundamental discutir a origem do desperdício de alimentos, bem como o principal impacto dessa questão para a sociedade, a fim de propor medidas que, de fato, combatam tal problema.
Convém pontuar, de início, que a segurança alimentar está relacionada à forma com que os alimentos são produzidos, conservados e entregues ao consumidor final. No entanto, o gerenciamento ineficiente dessa cadeia alimentar, perde, segundo a Agência FAO, cerca de 28% dos alimentos na produção e 22% no armazenamento. Isso ocorre, porque é inexistente políticas de combate a fome eficientes.
Por outro lado, é preciso perceber as consequências do desperdício de alimentos, pois só no Brasil a fome acomete 14 milhões de pessoas, o desperdício seria capaz de alimentar 11 milhões delas, de acordo com a FAO. Com isso, vê-se que a quantidade de mal nutridos e subalimentados cresce, aumentando as taxas de mortalidade por fome.
Nota-se, portanto, que a fome mata pessoas à mesma medida que o desperdício é contínuo. Para isso, o Ministério da Agricultura deve maximizar a fiscalização em grande áreas de produção até o consumidor final, já que é preciso que o processo da cadeia alimentar seja acompanhado de perto. Tal ação deve ocorrer por meio das secretarias estaduais e municipais, a fim de combater e garantir a alimentação para todo o tecido social. Afinal, só assim será possível combater o desperdício e a má nutrição.