Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 29/12/2020
No final do século XVIII surgiu a teoria malthusiana, a qual previa uma produção agrícola incompatível com o crescimento populacional, que geraria fome e miséria a nível mundial. No entanto, o teórico não previa a revolução agrícola que modificou a forma de produção. Nesse sentindo, a persistência da má subnutrição está associada a uma ineficaz distribuição de alimentos, pois, conforme a Organização das Nações Unidas (ONU), a produção de alimentos atual é suficiente para alimentar a população mundial. Logo, é de suma importância que se trabalhe essa má distribuição de alimentos para que se possa solucionar a subnutrição.
Inicialmente, é válido ressaltar que os países com maiores índices de subnutrição são os que apresentam meios de produção agrícolas mais precários. Por isso, é interessante refletir sobre o passado da humanidade para tentar entender o comportamento contemporâneo. Nesse viés, o homem do período paleolítico apresentava baixo nível de inteligência, quando comparado a mesma espécie do período neolítico. Essa disparidade intelectual pode está associada à má alimentação do homem primitivo, o qual era nômade e se alimentava do que encontrava. Já o sapiens do neolítico, dominava a agricultura e era capaz de desenvolver relações sociais mais complexas. Não obstante, podemos comparar os países com altos índices de subnutrição e baixos níveis de desenvolvimento agrícola ao homem do paleolítico, visto que ele não consegue produzir o suficiente para sua subsistência.
Além disso, a má distribuição de renda interfere diretamente na obtenção de uma boa alimentação. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Japão apresenta um dos maiores PIB (produto interno bruto) do mundo, que decorre da sua capacidade de desenvolvimento tecnológico. Com isso, o Japão apresenta uma ótima distribuição de renda, fato que reflete na boa alimentação de seu povo. Em contrapartida, o Guiné apresenta um dos PIB mais baixos, de acordo com o FMI, e uma péssima distribuição de renda, fato que justifica os dados coletados pela Organização Mundial da Saúde que apontam o Guiné como um dos mais subnutridos do continente africano.
Portanto, é imperioso que se apresente uma solução que equilibre a produção alimentícia a sua distribuição. Assim, a OMS, por meio de reuniões, deve fomentar junto a ONU a criação de medidas para melhorarem a produção agrícola e a distribuição de renda dos países mais afetados pela subnutrição, a fim de diminuir esses indicadores e promoverem o fim da fome. Para tanto, a concessão de financiamentos, pelo FMI, para esses países realizarem uma alavancagem na revolução tecnológica e técnica da agricultura local, como: melhoramento dos solos, seleção de sementes, uso de transgênicos e melhorias das técnicas de irrigação.