Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 31/12/2020

Em sua obra “Ensaio sobre o Princípio da População”, o economista Thomas Malthus elaborou a Teoria Malthusiana, cuja tese era de que “a população crescia segundo uma progressão geométrica, e a produção de alimentos segundo uma progressão aritmética”, ou seja, a justificativa da fome seria o descontrole do crescimento populacional. Nesse viés, anos mais e tarde e com uma ótica mais social, elaborou-se a Teoria Reformista que defende, entre outras questões, que os alimentos são abundantes, porém, a distribuição é precária. Dessa forma, a concentração de terras e de renda é inimiga não só do combate à fome, como também, do desenvolvimento de um país, e o Brasil é um grande exemplo da desigualdade.

Em primeiro lugar, a problemática citada contraria a realidade do país em relação às terras agricultáveis, uma vez que o Brasil está entre os países que mais possui território produtivo. Assim, afirma-se que, a produçã, voltada para a soja, não contempla a fome do país, visto que, a concentração de terras e de renda faz com que uma enorme parcela da população fique dependente de uma minoria que controla o mercado, os preços, a produção e o eixo econômico do país como um todo. Conforme dados da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2019, o 1% mais rico concentrava 28,3% da renda total do país. Logo, a tendência será a do aumento da desigualdade e da fome. Portanto, o debate sobre a questão agrária e políticas públicas precisa ser iniciado e reformulado para atender as demandas do país. Em segundo lugar, vale salientar que o subdesenvolvimento de um país está diretamente relacionado com sua base econômica. Sendo assim, o Brasil, com sua economia predominantemente agrícola e sem expectativas de mudanças, devido ao controle da bancada ruralista, não desenvolverá tecnologias para exportação e sempre estará ferém de economias que, além de desenvolver um setor produtivo dinâmico e bem distribuído, possuem tecnologias próprias sem precedentes, como é o caso dos Estados Unidos, que soube aliar todos os setores produtivos. Em outras palavras, o Brasil necessita de investimentos em educação para criar tecnologias que libertem a economia da agricultura concentradora. Dessarte, o Brasil desigual e tende a aprimorar as discrepâncias sem uma mudança urgente. Para tanto, o Executivo, em conjunto com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Ministério do Meio Ambiente, devem discutir a distribuição das terras devolutas. A distribuição pode ser realozada com o apoio de movimentos ligados a terra que deverão ter como objetivo a agricultura familiar, que já a base da alimentação do país. Além disso, subsídios para estruturar as pequenas propriedades podem ser oferecidos pelo governo, que também ficará responsável pela distribuição igual dos excedentes. A distribuição e a redefinição de políticas economicas desenvolverá o país.