Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 09/01/2021
A imposição de padrões rígidos de certo e errado e a busca por verdades absolutas impedem que parte da sociedade conviva com as diferenças. Essa visão etnocêntrica resulta em um pretença superioridade capaz de causar exclusão social, como no caso dos moradores de rua no Brasil. Desse modo, é notório que fatores como o precário sistema educacional brasileiro, como também o posicionamento do Estado diante desse infortúnio têm contrbuído para esse cenário.
A princípio, nota-se que o modelo educacional adota no Brasil é conteudista, nesse sentido, mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Dessa forma, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma que estimule o pensamento crítico, acabam tornando-se consumidores compulsivos, comprando alimentos em grandes quantidades, a aumentar, assim, a especulação sobre os produtos alimentílios. Nesse sentido, haverá um aumento no valor comercial desses produtos, restigindo o acesso à poucas famílias, e, por conseguinte, a gerar subnutrição em regiões mais pobres.
Em segundo plano, o poscionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento nos casos de subnutrição no Brasil, pois, apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à alimentação, não existe um incentivo tributário estatal pra garantir o acesso à alimentos saudáveis, como, por exemplo, carnes e laticínios. Assim, as elevadas cargas tributárias sofridas por alimentos essencias para nutrição humana encarece, segundo a revista Veja, em cerca de 20% esses produtos, dessa forma, haverá uma restrições na cesta básica, tendo como consequência a má alimentação de algumas famílias brasileiras.
Fica evidente, destarte, a necessidade que indiíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a má alimentação no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos infantil e médio, como a semana do disperdício, com estudo de casos e peças teatrais, com intuito de conscientizar os jovens sobre a importância do armazenamento correto dos alimentos para que haja um melhor aproveitamento desse produtos, a diminuir, assim, a especulção financeira e manter um preço acessivel para as familias brasileiras e, consequemente, com a subnutrição no país.