Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 10/01/2021

A discussão sobre o aumento da fome tornou-se mais comum em todo o mundo. Esse fato é reflexo da má distribuição de alimentos, principalmente, em países em desenvolvimento, como, por exemplo, o Brasil. Nesse sentido, segundo a OMS, em todo o mundo, cerca de 30% das mortes de crianças têm relação com a subnutrição, consequência, muitas vezes, da desigualdade social. Desse modo, fica evidente que fatores como o precário sistema educacional brasilero, como também o posicionamento do Estado têm contribuído para esse cenário.

A princípio, nota-se que o modelo educacional brasileiro é conteudista, dessa forma, mecanizado. Essa forma de ensino, segundo o educador Paulo Freire, estimula apenas a competitividade entre os estudantes. Destarte, o conceito de cidadania e participação social deixa a desejar na formação educacional dos jovens brasileiros, os quais, ausentes de uma educação que estimule o pensamento crítico, acabam tornando-se consumidores compulsivos, adquirindo, muitas vezes, uma quantidade de alimento superior à sua necessidade, a gerar, assim, especulações financeiras sobre os produtos alimentícios, superfaturando os valores e, por conseguinte, restringindo o acesso às famílias mais pobres.

Em segundo plano, o posicionamento do Estado também cumpre papel relevante para o aumento da subnutrição no Brasil, pois, apesar de haver na Constituição Federal, de 1988, o direito à alimentação, não existe projetos de subsídios que facilite o acesso a produtos de melhor qualidade nutricional, tendo em vista que o problema da má distribuição de alimento não está relacionado com a escassez de produtos e sim com a desigualdade social do país, segundo a revista Veja. Dessa forma, em consonância com esse infortúnio, o peso tributário sobre produtos enssencias para nutrição humana contribui de forma acentuada na má distribuição de comida.

Fica evidente, destarte a necessidade que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar com a subnutrição no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação deverá, junto às escolas, desenvolver projetos educacionais nos ensinos infantil e médio, como a semana da luta contra a fome, com estudo de casos e peças teatrais, com intuito de mostrar aos jovens  a importância do consumo consciente de produtos, a diminuir, assim, o desperdício e, consequentemente, a escassez desses produtos no mercado, como também, o Ministério do Desenvolvimento social deverá desenvolver políticas públicas, como a Fome Zero, a prestar subsídios em produtos alimentícios para famílias mais pobres.