Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 27/02/2021
De acordo com uma pesquisa do Jornal USP, cerca de 13% da população de países subdesenvolvidos vivem o cenário da subalimentação, a qual caracteriza a não ingestão diária da parcela calórica necessária para a nutrição do indivíduo. Com isso, mesmo diante de todos os recursos tecnológicos e da alta produção alimentícia global, esse problema de subnutrição persiste. Dessa maneira, é necessário relacioná-lo a má distribuição de alimentos e destacar como a ausência de saneamento básico em muitos locais é um obstáculo para a atenuação da problemática. Logo, soluções devem ser postas em prática com urgência para garantir a alimentação nutritiva numa taxa mundial.
Convém ressaltar, a princípio, como o desamparo do Estado a essa realidade acentua a falta de acesso aos alimentos por toda a população. Dessa maneira, o pensamento do contratualista John Locke é contrariado, pois, pela visão dele, é dever do Estado prover acesso a todos os recursos que garantam a vida dos cidadãos, e, ao não haver uma distribuição de alimentos eficiente, haverá subnutrição e, consequentemente, morte. Logo, áreas desenvolvidas contam com uma variedade de produtos alimentícios e de qualidade que evitam a carência nutritiva e áreas de extrema pobreza enfrentam a insegurança alimentar.
Outrossim, um fator que torna favorável a recorrência da problemática é o não usufruto de um saneamento básico de qualidade por todas as pessoas. Dessa maneira, o ambiente insalubre contamina alimentos e torna propícia a transmissão de doenças como ascaridíase e esquistossomose, além de que o não fornecimento de água encanada compromete a produção agrícola. Destarte, indivíduos que vivem sob essa condição são impossibilitados de nutrir-se como deveriam, enquanto, por outro lado, há um alto desperdício de alimentos por muitos indivíduos e um exacerbado preço na importação deles imposto por muitos países.
Em suma, é fundamental solucionar a temática abordada. Para isso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) deveria promover a efetivização da nutrição diária aos cidadãos, por meio da emissão de um decreto que tornasse obrigatório o mapeamento de todas as regiões carentes de distribuição de alimentos pelos países e após isso exigisse do Estado meios de abastecer essas áreas, como o incentivo à produção agrícola em áreas improdutivas. Ademais, o Governo, a fim de gerar qualidade de vida aos cidadãos e tornar possível a alimentação nutritiva, deveria, através de um projeto de reestruturação de áreas sem rede de esgoto e água potável, gerar ambientes que possibilitem a sobrevivência. Assim, a subnutrição diminuirá em grande proporção e mais populações poderão desfrutar de um dia-a-dia digno ao terem acesso ao direito básico da alimentação na contemporaneidade.