Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 31/03/2021
A feijoada, prato típico da culinária brasileira, remonta, segundo muitos historiadores, ao período escravocrata, onde os senhores de engenhos e suas famílias tinham amplo acesso à alimentação, enquanto aos escravos restava apenas o que não era aproveitado por essas famílias. Atualmente, ainda é grande o número de pessoas, no Brasil e no mundo, que não têm acesso a uma alimentação de qualidade, seja pela desigualdade instaurada no país, ou então pela mega população em algumas área mais carentes ao redor do globo terrestre, levando muitos à subnutrição.
Em primeiro plano, a desigualdade social, diretamente relacionada com a má distribuição de alimentos, é um dos principais fatores que corroboram a problemática no Brasil. De acordo com o Índice Gini - que mede a distribuição do capital nos países -, o maior país sul-americano é um dos dez com a mais evidente desigualdadede de renda e retenção do capital no mundo. Desse modo, é nítido como a gigante diferença na distribuição monetária influencia na alimentação da população, permitindo maior acesso para uma pequena parcela privilegiada e de certa forma negando a muitos uma alimentação no mínimo digna. Além disso, a distribuição é tão desigual, favorecendo a população mais economicamente ativa, a ponto de só o que por ela é desperdiçado ser suficiente para alimentar muitas famílias menos favorecidas, visto que no Brasil são descartados mais de 70000 toneladas de alimentos todos os anos.
Outrossim, populações extremamente grandes, como a de países asiáticos, tal qual a China e a Índia, cada um com mais de 1 bilhão de habitantes, também impactam na subnutrição mundial. Nesse sentido, evidencia-se que milhões de pessoas -que vivem em áreas mega populosas - estão abaixo da linha da pobreza, segundo a ONU, uma vez que a população é demasiadamente grande, fazendo com que as políticas atuais de distribuição de renda, alimentos e até moradia, voltadas a essa população sejam ineficientes. Assim sendo, a falta de ações do governo local e dos líderes mundiais coloca milhões, senão bilhões, de vidas em risco, de tal forma que algo tão básico como a alimentação saudável é negligenciada.
Portanto, é necessário que os líderes mundias, membros da Organização das Nações Unidas - ONU -,
em parceria com a Organização Mundial da Saúde - OMS -, a fim de reduzir os índices globais de subnutrição e as mortes a esse índice relacionadas, criem o “Plano de Combate a Subnutrição Mundial”, no qual por meio de políticas de redistribuição de alimentos, 30% a 40% dos alimentos que hoje são produzidos no mundo todo sejam direcionados a àreas mais carentes por um baixo custo, diminuindo, dessa forma, qualquer paralelo que reste com o triste período escravocrata.