Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos
Enviada em 13/04/2021
Na série original do “streaming” Netflix, 3%, a maioria da população passa fome extrema enquanto apenas 3% da sociedade é bem abastecida e vive uma vida de luxos. No entanto, existe uma seletiva que pode fazer com que o cidadão pobre entre nesse grupo abastado. Contudo, no Brasil hodierno, muitas pessoas vivem em estado de subnutrição, sem a existência de uma prova de seleção para ascender socialmente. Dessa forma, é importante destacar que a problemática da alimentação carente possui raízes fincadas na desigualdade social e no Estado que demonstra-se ineficaz.
Com efeito, existe uma iniciativa chamada “Gastromotiva”, a qual possui parcerias com restaurantes e recolhe alimentos bons que iriam para o descarte, transformando-os em uma janta para pessoas em situação vulnerável. Nesse viés, essa campanha demonstra a desigualdade social que existe no país tupiniquim, o qual joga alimento de qualidade no lixo enquanto cidadãos estão subnutridos. Por conseguinte, a situação descrita torna-se ainda mais grave com a informação de que o Brasil voltou para o Mapa da Fome em 2017, o que significa muito mais brasileiros em estado precário.
Outrossim, a canção Súplica Cearense, da banda O Rappa, tece uma forte crítica ao jogo de interesse da política e da ganância, que intensificam a fome e a pobreza brasileira. Em conformidade a isso, é evidente que o Estado peca em relação ao direito social da alimentação, o qual está previsto na Constituição, já que em 5 anos o número de pessoas passando fome cresceu em 3 milhões, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Portanto, esse dado aponta para a falta de interesse em minimizar essa problemática por parte dos governantes, seja por políticas sociais ou pela fomentação de empregos no país.
Destarte, são necessárias ações concretas para combater a subnutrição. Com base nisso, é dever do Estado o repasse de impostos para políticas públicas as quais destinem cestas básicas para a população vulnerável, além da promoção de grandes obras estatais para a geração de empregos. Ademais, o Ministério da Saúde e da Educação devem agir em conjunto com setores da iniciativa privada, como supermercados, e distribuir os alimentos em excesso em pontos de coleta como escolas e universidades, gravando todo esse conteúdo em forma de documentário e postando nas redes sociais, de modo que atinja boa parte da população. Assim, é possível afastar-se da realidade vivida na série 3%.