Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 14/04/2021

Os avanços tecnológicos proporcionados pela Revolução Industrial  permitiram, além da grande explosão demográfica, uma maior produtividade no setor alimentício. Contudo, ainda que haja, proporcionalmente, alimentos à toda população, o mesmo não é igualmente distribuído. Isso decorre diretamente da concentração de renda e do desperdício de alimentos.

Em primeiro plano, a má distribuição de renda atua como perpetuadora da endemia da fome. Conforme o Relatório de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas (ONU), de 2019, no Brasil, o 1% mais rico da população concentra 28,3% da renda total do país. Dessa forma, a insuficiência financeira limita a aquisição de alimentos por um grande número de famílias brasileiras. Portanto, a má e injusta gerência das finanças responsabiliza-se quase integralmente pela fome no Brasil.

Além disso, durante todo o processo de produção e obtenção de alimentos está presente o desperdício. Segundo o WFP (Programa Mundial de Alimentos), 41 mil toneladas de comida são jogadas fora por dia, considerando-se apenas o desperdício domiciliar. Nesse sentido, a desorganização no mencionado processo, aliada à falta de educação alimentar da população, resulta no descarte desnecessário de comida, a qual, caso devidamente gerenciada, poderia alimentar grande parte, senão toda, população vítima da fome.

É necessário, portanto, reorganizar todo processo de produção e comercialização de alimentos, bem como educar a população a seu respeito. Para isso, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve aplicar multas aos responsáveis por cada etapa desse processo, quando o desperdício atingir certo nível, a ser estabelecido. Ademais, o Ministério da Educação há de incluir nas escolas a educação alimentar, para que a próxima geração tenha maior consciência sobre o desperdicío.