Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 03/06/2021

Stefan Zweig escreveu, em 1945, o livro “Brasil, um país de futuro”. Entretanto, a pátria está muito longe de corresponder a tal imagem, uma vez que indivíduos encontram-se em estado de subnutrição por diversos fatores, entre eles, a má divisão da comida. Sob esse viés, o inadequado compartilhamento dos mantimentos se dá por dois motivos: desigualdade de renda e negligência estatal.

Em primeiro lugar, é importante destacar que as grandes diferenças no rendimento nas famílias brasileiras como um dos fatores para a péssima repartição de mantimentos. Diante disso, Ariano Suassuna, escritor brasileiro, diz: " O que é muito difícil é você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois  lugares distintos: o país dos privilegiados e o dos despossuídos". Nessa perspectiva, a desigualdade de renda é um dos motivos para a ineficiente divisão da comida por concentrar grande parte dos recursos financeiros em um pequeno número de indivíduos - consoante reportagem da UOL, 10% dos mais ricos acumulam 54% da renda nacional- e, assim, contribuir para a subalimentação das camadas mais pobres da sociedade brasileira. Logo, verifica-se a necessidade de medidas dos organizadores públicos em diminuir esses grandes contrastes nos ganhos individuais.

De modo complementar, a negligência por parte do governo brasileiro  também se faz presente na irregular partilha de provimentos. Nesse contexto, é válido destacar a teoria do Contrato Social de John Locke, filósofo iluminista, no qual afirma que o ser humano abre mão de sua liberdade para possuir direitos. Contudo, o Estado é falho ao não cumprir tais prerrogativas, como, por exemplo, a garantia de alimentação de qualidade para toda população. Por conseguinte, segundo pesquisa da Universidade de São Paulo, 4,5% dos habitantes da terra de Vera Cruz estão em situação de subnutrição. Desse modo, nota-se que os órgãos públicos não estão respeitando o Contrato Social feito com o povo.

É necessário, portanto, ações que, de fato, alterem o cenário atual. Destarte, o Ministério da Economia deve, por meio de incentivos  fiscais, atrair empresas de grande porte para as regiões mais pobres do país. Posto Isto, o pagamento de menos impostos, doações de terrenos para as organizações, além de aportes financeiros são alguns dos possíveis subsídios para as instituições. Por fim, a medida tem por intuito gerar empregos nas áreas mais necessitadas e, dessa forma, diminuir as desigualdades de renda com as outras regiões. Ademais, o Governo Federal, por intermédio da criação da Política Nacional de Alimentação, precisa abastecer todas as localidades de forma proporcional ao número de habitantes. Para isso, necessita-se reduzir os valores cobrados pelo alimentos bácios - arroz, feijão, macarrão, óleo, etc.- com o destino de conseguir cumprir com a demanda. Em suma, as ações tomadas possuem como finalidade erradicar a subnutrição resultante do inadequado compartilhamento de provisões.