Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 19/10/2021

Insegurança alimentar é uma condição de não ter acesso à quantidade suficiente de comida para uma dieta saudável e nutritiva. Apesar de não ser um problema recente, intervenções eficazes ainda não foram adotadas para enfrentar esse cenário desumano. Então, é preciso combater a concentração de terras entre grandes proprietários e negligência das autoridades internacionais perante essa mazela.       Diante disso, a distribuição desigual de terras agriculturáveis implica em um menor número de comida destinada ao consumo interno, isso coloca em risco a segurança alimentar da população. No Brasil, mesmo a agricultura familiar sendo a principal fonte de abastecimento interno, ela ocupa apenas 23% da área  com a presença do agronegócio. Dessa maneira, os produtos para mercado local ficam com um preço elevado, assim, menos pessoas conseguem adquiri-los e os cidadãos mais pobres ficam subnutridos. Logo, para enfrentar o acesso injusto a comida, é necessário um maior investimento na agricultura familiar.

Ademais, muitos países se comprometeram com a Agenda 2030 da ONU, na qual o segundo objetivo para o desenvolvimento sustentável é: fome zero e agricultura sustentável até 2030. Entretanto, essas nações precisam adotar medidas que realmente possam erradicar o problema, diferentemente do que foi feito após a conferência “World food summit” de 1996, já que, mesmo depois de mais de 20 anos, a fome ainda afeta gravemente a população mundial. Com isso, a negligência estatal permite o prolongamento desse infortúnio, que é a subnutrição, e deve ser combatida, com intuito de, finalmente, criar planos eficientes de intervenção a esse cenário preocupante.

Portanto, o Estado deve criar restaurantes populares, com refeições saudáveis e nutritivas, com preços baixos, por meio de parcerias público-privadas, as quais as empresas terão seus impostos reduzidos, em troca do serviço realizado para a sociedade. Além disso, a fim de uma distribuição mais igualitária de terras férteis para o abastecimento humano, a reforma agrária deve ser promovida. A partir dessas medidas, o segundo objetivo da Agenda 2030 será alcançado e mais pessoas terão acesso à comida de qualidade. Por fim, a subnutrição será combatida e bons alimentos poderão ser adquiridos por todos os cidadãos, promovendo, assim, a melhora da qualidade de vida das pessoas.