Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 08/11/2022

A Constituição federal de 1988 - documento jurídico mais importante do país - prevê em seu 6º artigo o direito à alimentação como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observa a insegurança alimentar e a má distribuição de alimentos no Brasil. Diante disso, é preciso reverter esse cenário, o qual é motivado pela desigualdade e insuficiência estatal.

Primeiramente, é fundamental apontar as desigualdades sociais e econômicas do país como impulsionadores da subnutrição. Em vista disso, segundo o índice de Gini, o Brasil é o décimo país mais desigual do mundo. Diante de tal exposto, a sociedade brasileira encontra-se permeada pela insegurança alimentar, dificultando, desse modo, o desenvolvimento social.

Além disso, o Estado está ficando cada vez mais obsoleto, revelando, inclusive, a incompetência de agentes governamentais em estabelecer estratégias para combater a má distribuição de alimentos. Sob essa ótica, o filósofo Zygmunt Bauman criou a expressão “Instituições zumbis”, a qual diz respeito ao fato de que algumas instituições, como o Estado, estão perdendo sua função social. Dessa maneira, tal perspectiva se aplica ao contexto atual, já que o poder público, ao não utilizar mecanismos para garantir a alimentação a todos, compromete com o bem-estar da população.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o governo - responsável pelo bem-estar social - invista na no desenvolvimentos de novas formas de distribuição de alimentos pelo país, por meio da construção de novas intituições com o compromisso de fornecer gratuitamente as principais refeições do dia para a população carente, a fim de construir uma sociedade mais igualitária e desenvolvida.