Subnutrição e a sua relação com a má distribuição de alimentos

Enviada em 26/10/2023

De acordo com a Constituição Federal de 1988, “todos os cidadãos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se a todos o direito à alimentação”. Em contrapartida, na prática isso não ocorre, visto que uma parcela significativa do Brasil passa fome. Nesse sentido, a falta de atuação do Estado e a busca pelo lucro capitalista agravam essa situação.

Nessa perspectiva, é válido destacar que a negligência governamental colabora com esse cenário. Segundo a obra “Geografia da fome”, do autor brasileiro Josué de Castro, é retratado o panorama da desigualdade no Brasil, mostrando como a fome está ligada à discrepância social e ao domínio público. É evidente que o Estado se mostra passivo e não tem tomado medidas para o combate da fome. Isso ocorre, pois grande parte dos governantes da agricultura, como a bancada ruralista, são latifundários e buscam fortalecer a agricultura exportadora, junto com a monocultura. No entanto, 70% dos alimentos consumidos no Brasil são de pequenos agricultores. Logo, é necessário uma maior participação da agricultura familiar em questão de direitos sociais.

Além disso, a busca incessante pelo lucro capitalista contribui com essa temática. De acordo com a FAO em 2016, a produção mundial de alimentos é suficiente para suprir a demanda das 7,3 bilhões de pessoas no mundo. Apesar de a produção de alimentos ser suficiente, 785 milhões de pessoas passam fome no mundo. Certamente esse problema acontece devido a má distribuição de alimentos, onde países ricos compram grandes quantidades de alimentos, gerando um grande desperdício e países mais pobres acabam não adquirindo quantidades suficientes de alimentos para a população.

Portanto, ao analisar a falta de atuação do Estado e a busca pelo lucro capitalista, pode-se perceber que elas dificultam a erradicação do problema. Em virtude disso, o Governo Federal junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário deve criar incentivos fiscais para pequenos agricultores, através do investimento na compra de maquinários e tecnologias que devem ser distribuidos para a agricultura familiar, a fim de estimular a produção de alimentos para o mercado interno. Dessa forma, o país poderia superar o problema e a fome no Brasil diminuiria.