Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 30/09/2019

No inicio do século XX, o cientista Alexander Fleming, descobriu um antibiótico chamado penicilina, usada em tratamentos contra doenças bacterianas, que foi responsável por salvar milhões de vidas na época. Após esse feito foram descobertas novas substâncias, que também auxiliam no tratamento de doenças. Entretanto, o uso incorreto dessas substâncias e a falta de supervisão médica com os pacientes contribuem para o aparecimento das superbactérias.

Em primeiro lugar, usar incorretamente os antibióticos e demais medicamentos facilitam no surgimento desses microrganismos. Nessa perspectiva, a ação de automedicar-se tem grande influência no surgimento desses organismos. Atualmente, cerca de 90% da população brasileira pratica a automedicação , segundo dados do IBGE de 2014. E devido a prática, as bactérias, por meio de seleção natural, ganham resistência a alguns medicamentos, e consequentemente diminuem as opções de tratamento.

Além disso, a pouca severidade dos profissionais de saúde com a conduta dos pacientes ajudam na disseminação das superbactérias. Convém ressaltar que, pessoas que estão em áreas de risco, como ambientes hospitalares, devem ser supervisionadas quanto ao uso correto dos medicamentos, como dosagem, tempo de tratamento e também a higienização das mãos frequentes. Tal fato torna-se pertinente ao analisar dados do Ministério da Saúde, evidenciando que 6% da população nacional fica internada em hospitais vinte e quatro horas ou mais, o que torna essa parte da comunidade mais suscetível as superbactérias e agentes disseminadores dessas, caso não instruídos  corretamente.

Portanto, são necessárias medidas que reduzam esse impasse. Diante disso, é fundamental uma ação governamental, que deve, por meio de mídias sociais e demais meios de comunicação, divulgar e promover os males da automedicação, com o fito de ajudar na conscientização da comunidade e, assim diminuir o número de doenças causadas por essas bactérias. Ademais, o Ministério da Saúde, em parceria com profissionais da saúde, deve, por meio de reuniões e palestras, manter os profissionais atualizados à essas novas mutações bacterianas, para aprimorar seus conhecimentos nessa área, a fim de atender melhor os seus pacientes.