Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 07/09/2019

A descoberta da penicilina em 1930 por Alexander Fleming, a qual teve eficácia comprovada no tratamento dos feridos na 2ª Guerra Mundial, revolucionou a história da medicina. Essa descoberta parecia ter, definitivamente, eliminado a evolução das doenças infecciosas. Contudo, essa premissa foi quebrada com o surgimento de bactérias resistentes ao antibiótico. Esse fato, tem como uma das causas o uso abusivo da automedicação.

Inicialmente, acreditou-se que as mortes relacionadas aos processos infecciosos seriam eliminadas com a descoberta de Dr. Fleming. Assim sendo, mortes prematuras como as dos escritores  do Romantismo Cassimiro de Abreu e Castro Alves por tuberculose, conforme consta nos livros de literatura, não voltariam a acontecer. Entretanto, o uso abusivo relacionados à automedicação e abandono do tratamento fez surgirem bactérias resistentes à penicilina, frustrando toda expectativa inicial.

Diante desse novo cenário, o homem foi obrigado a buscar novos e mais forte medicamentos. Esse sucesso da medicina sobre a bactéria, estacionou na década de 1980. Segundo a Organização Mundial de Saúde, desde o final do século passado, a ciência não consegue desenvolver novo fármaco, enquanto esses serem procariontes continuam no processo de mutação, o qual se desenvolvem por estímulo do ser humano que é negligente e irresponsável ao se medicar  por conta própria.

Logo, depreende-se, que o ser humano é o responsável pela evolução das superbactérias. O enfrentamento desse problema, portanto, requer uma ação global. Por isso, competirá a Organização Mundial de Saúde, por meios de pautas na ONU recomendar a proibição da venda e distribuição de antibiótico no mundo, sem o devido acompanhamento médico. Para que haja efetividade na ação, os países pobres receberão orientação e ajuda financeira. Assim, poder-se-á evitar o retorno de males como os que mataram, precocemente, Cassimiro de Abreu e Castro Alves.