Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 18/04/2020
Em 1941, o policial inglês Albert Alexander, foi o primeiro humano a testar o primeiro antibiótico, a penicilina, assim, ele obteve melhora de uma grave infecção bacteriana em 24 horas - o que revelou um grande avanço na medicina. Contudo, a utilização de antibióticos cresce de forma indiscriminada e vêm contribuindo de forma lamentável no desenvolvimento de superbactérias. Destarte, a automedicação e o uso inadequado desse tipo de medicamento, até o ano de 2050, pode matar mais que o câncer.
Dessa forma, de acordo com o filósofo Cícero, a ignorância é a maior enfermidade do gênero humano. Portanto, a falta de informação sobre os males da automedicação colabora continuamente com a proliferação de superbactérias entre os seres vivos, pois, além de ter o uso incorreto entre os humanos, há também entre plantas e outros animais. Sendo assim, a própria Organização Mundial de Saúde (OMS), afirma que a conduta inadequada de tal medicação pode caminhar para um retrocesso na saúde.
Outrossim, a OMS estima que até o ano de 2050, cerca de cem mil pessoas cheguem a óbito anualmente pela alta resistência das superbactérias nos organismos humanos, matando mais que o câncer (cerca de oitenta mil mortes por ano). Desse modo, a prescrição médica indevida e a expectativa do paciente em utilizar antibióticos, também leva a reprodução de superbactérias, o que resulta em problemas ainda maiores - como pneumonia, diarreia e até mesmo gonorreia - ou ,inclusive, a morte.
Tendo em vista o que foi exposto, cabe ao Ministério da Saúde (MS), mitigar a automedicação a partir de movimentos e feiras de saúde, a fim de alertar a população sobre os males que os antibióticos apresentam entre os humanos, plantas e animais, principalmente quando a resistência das bactérias sobre os organismos já se faz presente. E ainda, o MS deve proibir a prescrição médica da substância sem a apresentação de exames que comprovem a presença da bactéria específica, por meio da criação de uma ementa de lei, para que o uso venha a ser mais preciso e principalmente, priorize apenas casos de extrema necessidade.