Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 04/07/2020

A curta metragem “Automedicação” apresenta as graves consequências da automedicação, tais como: a resistência das bactérias aos remédios e a dependência deles. Nesse sentido, é necessário ressaltar que automedicação acontece pela dificuldade no atendimento médico pelo SUS e o livre acesso a medicamentos sem receitas.

Em primeira análise, a crise no atendimento médico pelo SUS é um colaborador para automedicação. Criado em 1988, o Sistema Único de Saúde tem como finalidade prestar atendimento médico a todos os brasileiros. No entanto, esse direito se encontra longe de ser uma realidade. Em 2015, o Portal da Educação publicou o artigo “SUS gestão: dificuldades encontradas” que apresenta como problema a falta de verbas para a contratação de médicos que atenda  toda população brasileira. Infelizmente essa instabilidade afeta toda sociedade e influencia na automedicação.

Outro aspecto relevante é a circulação facilitada na compra de medicamentos sem receitas. Por dificuldade de consulta médica, muitos médicos sugerem a automedicação nos casos de dor de cabeça, no corpo e cólicas abdominais. Como resultado, o corpo imunológico acaba criando resistência aos medicamentos podendo surgir outras doenças.

Diante do exposto, medidas são necessárias para combater a automedicação. Cabe ao Estado, através de verbas governamentais, fazer a contratação de novos médicos que atenda todos os usuários do SUS . Ademais, compete ao Governo, por meio das grandes mídias digitais, criar uma campanha intitulada “Sua ação tem uma reação” para alertar sobre as consequências da automedicação. Só assim, a automedicação deixará de ser um problema.