Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 01/07/2020

A Crise das Superbactérias

O bacteriologista escocês Alexander Fleming mudou a história da medicina com a descoberta de um medicamento antimicrobiano, que eliminava e reduzia a população de bactérias: a penicilina. Isto indicaria o fim de uma era onde pessoas morriam por infecções que hoje são consideradas simples de serem tratadas. Porém, casos aonde as bactérias se apresentam imunes aos medicamentos antibióticos tem se mostrado cada vez mais presentes, consequência do uso excessivo.

As chamadas ‘’superbactérias’’ são aquelas que adquirem resistência a ação desses medicamentos, podendo até mesmo passar seus genes imunes para outras e se multiplicarem. Segundo o próprio Alexander Fleming, a penicilina estaria facilmente disponível à mercê de pessoas não instruídas, que usariam doses erradas, contribuindo para a sobrevivência de bactérias que se tornariam mais fortes.

Ainda convém lembrar de que na pecuária os antibióticos se tornam presentes para garantir maior saúde e produtividade animal, o que nos traz a um cenário extremamente preocupante, pois estamos consumindo indiretamente estas substâncias que contribuem no surgimento das superbactérias. A OMS (Organização Mundial da Saúde) alerta: se o cenário atual continuar progredindo, estima-se que o número de mortes causadas pelas infecções bacterianas chegariam a 10 milhões até o ano de 2050.

Depreende-se que para evitar esta problemática, cabe ao governo que crie projetos em escolas e bairros, através de propagandas e visitas de profissionais da saúde em ambientes públicos, para conscientizar a população quanto ao uso indevido dos medicamentos, e que se necessário, tomar apenas mediante a prescrição médica. O incentivo a hábitos de higiene comuns como lavar as mãos, e procurar manter em dia o calendário de vacinação, também trariam resultados significativos.