Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 05/07/2020
Ao longo da história da humanidade, as pessoas ficavam doentes e não existiam remédios que pudessem ajudá-las no processo de cura, levando-as à óbito. Porém, com o avanço da medicina, em meados do século XIX, durante a Segunda Guerra Mundial, foi descoberto o primeiro antibiótico, conhecido como penicilina, que ajudou a tratar infecções, doenças bacterianas, como a pneumonia, a tuberculose, a febre reumática, entre outras. Apesar de todo esse avanço com os medicamentos, atualmente o uso dos antibióticos não têm surtido efeito como deveria, por causa de seu uso indiscriminado, as bactérias ficaram resistentes, portanto levando a um retrocesso na medicina.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar quais os motivos que induzem este cenário. Para adquirir os antibióticos é preciso passar por uma consulta médica, assim a receita orientada pelo médico, descreve a quantidade de doses e o tempo necessário para a utilização do medicamento. No entanto, as pessoas não respeitam essas orientações, acabam fazendo uso dos remédios por conta própria, por mais dias que o recomendado, por isso as bactérias tornam-se resistentes e entram em um processo de mutação. Assim, os compostos fármacos dos medicamentos tornam-se ineficientes, pois não conseguem mais combater esses microrganismos, já que se encontram em constante mudanças.
Além disso, não há fiscalização da parte da Anvisa com a delimitação do uso dos antibióticos, pois a quantidade das vendas nos pontos de farmácias são deliberadas, muitas vezes vendidas sem a receita médica. Contribuindo então com o fácil acesso a esses medicamentos, o que prejudica a saúde pública da população, pois um remédio sem efeito pode levar à morte.
Por isso, é dever do Governo promover a restrição de vendas dos antibióticos, através da Anvisa, que deverá fiscalizar os pontos que fornecem esses medicamentos, portanto as pessoas só poderão adquirir os remédios de acordo com as recomendações da receita médica. Dessa forma, a saúde pública ficará blindada de possíveis resistências às bactérias, e a medicina continuará evoluindo com os tratamentos e as curas de doenças.