Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 03/07/2020
Em meados do século XX, a descoberta da penicilina, pelo biólogo Alexander Fleming, foi um marco na medicina moderna, pois a substância tratava, de forma efetiva, doenças de origem bacteriana, decrescendo os índices de mortalidade na época. No entanto, apesar do avanço medicinal, notou-se um grave surgimento das superbactérias. Diante disso, a situação perpetua não só devido à automedicação, mas também às medidas ineficazes de fiscalização do poder público.
Certamente,o indivíduo leigo, motivado pelo senso comum, automedica-se com antibióticos indiscriminadamente, corroborando assim, no retrocesso dos tratamentos. Ademais, os estudos de bacteriologia, apontam como principal causa das mutações, a superdosagem de fármacos, uma vez que, ocasiona resistência do antígeno ao remédio. Desse modo, vale salientar a falta de informação básica aos pacientes, motivo que gera, portanto, falhas nas instruções corretas no uso desses medicamentos.
Por conseguinte, a presença cada vez mais constante das superbactérias no âmbito social, torna-se alarmante, logo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), responsável pelo controle sanitário de serviços alimentícios e fármacos, deveria fiscalizar minuciosamente a venda irrestrita desses produtos, entretanto, o abuso de antibióticos pelos seres humanos, sugere uma ineficácia e negligência dessas estratégias de supervisionamento, conforme é a população almeja.
Conclui-se que, para o controle sob automedicações e devida fiscalização, o Ministério da Saúde, deve incentivar programas de conscientização popular, por meio campanhas midiáticas em hospitais, clínicas e farmácias, e também, cobrar indústrias farmacêuticas à aderirem alertas informativos de linguagem culta, em suas bulas ou embalagens, com o intuito de tornar os consumidores cientes dos riscos provenientes de seu uso excessivo, a fim de minimizar a ocorrência de bactérias multirresistentes nocivas à saúde.