Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 04/07/2020

As bactérias estão no mundo a mais tempo que os próprios seres humanos e provavelmente ficaram para além da existência destes, devido a alta capacidade de adaptação e sobrevivência. Contudo, existem ainda as superbactérias, micróbios ainda mais resistentes, segundo o especialista Carlos Kiffer, são resultados do uso indiscriminado de antibióticos.

Essas superbactérias fazem com que o corpo torne-se vulnerável, fazendo o uso de medicamentos ineficazes em alguns tratamentos, casos mais severos podem até provocar doenças como, pneumonia, diarreia e até a gonorreia, ou seja, além de influenciar na imunidade corporal, ainda pode causar alterações dos bacilos no organismo humano, quadro esse realmente preocupante, tendo em vista que grande parte da população faz uso incorreto de medicação ou automedica-se.

Além disso, pesquisas revelam que mais de 50% dos antibióticos prescritos por médicos e vendidos pelas farmácias são feitos sem necessidade, muitas vezes prescritos como forma de prevenção e não para tratamento de infecções bacterianas, o qual seria o real motivo do uso, isso é altamente perigoso e irresponsável, visto que alguns dos danos causados podem ser irreversíveis.

Dado exposto, percebe-se a necessidade de conscientização da população em razão a negligência da automedicação, pois sim, a criação das superbactérias advêm da irresponsabilidade humana, quando opta por tomar um medicamento sem prescrição médica, muitas vezes até sem a certeza que ele resolverá o problema.

Além disso, é necessário o aumento de cautela dos profissionais da saúde no momento de prescrição e entrega dos medicamentos, para evitar que após um diagnóstico laboratorial tenha que ser ministrado outros tipos de medicamentos, ou até mesmo que o paciente fique retirando uma quantidade desacerbada de remédios sem necessidade, facilitando a automedicação e tornando o corpo humano uma bomba bacteriana.