Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 05/07/2020
Desde os últimos dez anos, o termo superbactéria vem sendo ressaltado, segundo o infectologista Carlos Viffer. Esse nome foi dado à bactérias que ficaram resistentes através do uso indiscriminado de antibióticos. É necessário que a população tenha acesso à informações sobre a mutação de bactérias e acompanhamento médico antes de se automedicarem.
Além disso, no ano de 2012 a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, mais conhecida como Anvisa, registrou aproximadamente 10 mil casos de bactérias resistentes à remédios nas UTI´s do país. Já foram diagnosticadas aqui todas as bactérias que constam de um alerta da Organização Mundial da Saúde, a OMS. Elas provocam de pneumonia a gonorreia, uma doença sexualmente transmissível. A OMS afirma que o uso desregulado e sem acompanhamento médico de antibióticos podem causar retrocesso no indivíduo.
Ainda mais, foi realizada uma pesquisa pela OMS que nos últimos 30 anos não houve progresso significativo no desenvolvimento de novos antibióticos e não se obteve descobertas a partir da década de 90. Isso pode ser considerado um problema alerta para que possamos dar mais atenção àqueles que tomam remédios por conta própria. Também foi realizado uma estimativa de mortes anuais atribuídas a resistência a antibióticos para 2050, pode-se destacar que haverá 392 mil mortes na América Latina e 4,73 milhões na Ásia.
Com base nos fatos, uma grande parcela de indivíduos não sabem que o uso compulsivo de medicamentos sem prescrição médica pode desenvolver superbactérias em seu organismo. É preciso que o Estado invista no Sistema Único de Saúde, o SUS, para que toda a população consiga ter acesso á médicos qualificados, melhorando a quantidade de especialistas e verbas para a compra de materiais necessários para o tratamento dos pacientes. Com a intenção de amenizar o número de pessoas que se automedicam.