Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 06/07/2020
Em meados do séc.XIX, foi descoberta, por Alexander Fleming, a Penicilina e primeiro antibiótico do mundo que prometia combater infecções. Desde então, com o avanço da medicina, tais remédios são criados em prol de melhorias da saúde dos brasileiros, contudo, uma parcela de cidadãos optam por não buscarem auxílios médicos e se automedicam e, muita das vezes, de forma e quantidade erradas e, consequentemente, infelizmente, são correspondidos de formas negativas na saúde.
A priori, os avanços da biotecnologia na medicina provocaram grandes avanços na saúde da população, inserindo substâncias que auxiliam no combate e na queda de doenças infecciosas, virais… Entretando, na ansiedade de sair do cenário ruim de saúde, indivíduos brasileiros optam por se automedicarem com o uso indiscriminado de antibióticos em casa que, na maioria dos casos, sem as devidas recomendações médicas, assim, resultam em pessoas viciadas em medicamentos e com a saúde comprometida no futuro. Prova disso é a notícia relatada no Jornal “Hoje” em 2014, a qual mostrou farmácias distribuindo remédio sem receita médica e a rapidez com que eles acabam, concluindo que o brasileiro é um “consumidor” de remédios.
Posteriori, o cidadão não leva em conta os riscos de tal consumo excessivo, a ponto de tais bactérias tornarem-se resistentes e os antibióticos não serem mais capazes de suprir tal doença presente no indivíduo. Desta forma, clamadas superbactérias, além de não corresponderem ao efeito da medicação, são capazes de causar outros problemas, como: diarreia e pneumonia. Prova disso é pesquisa feita pela universidade de Harvard, a qual mostra gráficos sobre a evolução da bactéria em decorrência de antibióticos, evidenciando que a medicação em excesso, em casos, pode-se obter um efeito reverso.
Por isso, é necessário por parte de especialistas na área da saúde, voltado principalmente para a área de infectologia, darem palestras em instições escolares e em vídeos nas redes sociais sobre o uso consciente de antibióticos, buscando pontuar os benefícios de se procurar um especialista na área antes do consumo, a fim de conter vícios e complicações futuras.