Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 12/08/2020
As bactérias que têm resistência a diversos tipos de antibióticos são chamadas de superbactérias. Esses seres são encontrados junto a outros sem resistência e não costumam ser muito problemáticos. Porém, quando não usamos os remédios durante o tempo necessário para combatê-los, mesmo após os sintomas de uma doença acabarem, eles se reproduzem no nosso organismo. Com isso, teremos a doença novamente e, com os microrganismos resistentes a um próximo tratamento, se tornarão extremamente perigosos.
A primeira e mais relevante causa para que as superbactérias tenham se tornado um problema tão grave é a automedicação. Muitas pessoas, ao sentir sintomas de uma doença bacteriana, estão tomando antibióticos sem consultar um especialista. O grande problema disso é que, ao parar de sentir os sintomas, elas deixam de usar os remédios, permitindo que os microrganismos resistentes não morram e possam se reproduzir.
Além disso, o que intensifica ainda mais o problema é que, depois de se automedicarem e adoecerem novamente, algumas pessoas vão ao médico para pegar a receita de antibióticos mais fortes. O erro acontece quando elas param de usá-los não quando o médico indica, mas novamente quando somem os sintomas. Isso gera microrganismos não só resistentes ao primeiro tratamento mas aos subsequentes, fazendo com que os seres sejam cada vez mais resistentes.
Tendo em vista esse grave problema que está garantindo que as bactérias muito resistentes se reproduzam facilmente, são necessárias medidas preventivas. Para isso, o Ministério da Saúde deve orientar os cidadãos, através de campanhas na tevê, rádio e outros meio de comunicação, sobre os perigos de não frequentar os consultórios médicos em caso de problemas. Também se deve dizer nessas propagandas que é importante seguir à risca o tempo que se deve utilizar os antibióticos, mesmo após o fim dos sintomas. Isso criaria uma população mais orientada que se preveniria conta as superbactérias.