Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 05/09/2020
Na série “House”, é retratado em alguns episódios uma crítica ao uso indiscriminado de remédios. Concomitante à isso, tal contexto sai furtivamente do cotidiano brasileiro, pois a todo momento indivíduos se automedicam em seus lares, desconhecendo as consequências funestas desse ato para sua própria saúde. Nessa conjuntura, é imprescindível averiguar esse embate, bem como propor medidas que modifiquem esse panorama alarmante.
Nesse viés, é sabido que a resistência da superbactérias é ocasionado pelo uso inadequado de antibióticos. Desse modo, constantemente indivíduos fazem uso de medicamentos sem avaliação prévia com o intuito dessa substância aliviar suas dores, tornando esse hábito um ciclo vicioso. Entretanto, essa prática é prejudicial à saúde, visto que ao invés de atenuar os sintomas pode alterar o quadro, regredindo a doença e levar o paciente à óbito. Segundo a OMS, 700 mil pessoas são mortas por ano por causa das superbactérias.
Ademais, além de fazer mal ao ser humano o uso ineficaz também é visível na pecuária, onde os fazendeiros utilizam antibióticos em massa nos gados para engordar, fazendo com que apareçam doenças nos rebanhos. De acordo com o site da BBC, o Brasil é o terceiro país no mundo a utilizar antibióticos na produção de proteína animal e deve continuar nessa posição até 2030, ou seja, prejudica à saúde também da vida animal.
Em suma, é notório deterioração advinda do ato impróprio dos medicamentos. Destarte, urge ao Ministério da Saúde investir em palestras nas escolas e em bairros com profissionais qualificados afim de mencionar os impactos nocivos que a utilização ineficaz de remédios causam ao organismo humano, com o intuito de cessar as resistências das superbactérias como uma problemática no Brasil. Além disso, cabe ao Ministério da Agricultura e Pecuária, orientar no uso desses antibióticos para fins animais, reduzindo drasticamente essas substância, com o objetivo de prevenir futuras doenças em rebanhos.