Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 09/01/2021
A Constituição Federal de 1988 - documento juríco mais importante do país, prêve em seu artigo 6º, o direito a saúde como algo fundamental a todo cidadão brasileiro. Embora, tal prerrogativa não tem funciondo com ênfase na prática quando se observa as superbácterias, dificultando, deste modo, a universalização de um direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se inevitável questionar se de fato as leis estão sendo postas em prática para evitar a automedicação e o fortalecimento dessas bactérias no organismo dos seres vivos.
A priori, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o uso excessivo de medicações na agricultura e na pecuária. Essa situação, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação ao “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir o controle de qualidade da alimentação de sua população, o que é lamentável. Nesse sentido, o uso desses produtos nos alimentos faz com que a bactéria se acostume com tais medicações, tornado-a muito mais resistente e um perigo para a vida humana.
Ademais, é fundamental apontar que os médicos receitam antibióticos de forma indevida à seus pacientes, o que impulsiona a população a crer que todos os seus problemas de saúde irão se resolver com receituários. De acordo com o G1, portal de notícias, em apenas 50% dos casos o uso das medicações é correto. Diante de tal aposto, a forma adequada seria a solicitação de exames para detectar de forma precisa o que é necessário para de fato ajudar o enfermo.
Assim sendo, medidas são necessárias para combater as superbactérias. Para isso, é inevitável que o Governo Federal, por meio da fiscalização, tanto na área rural, quanto nos hospitais, barrem o uso incorreto da medicação e, multe em uma quantia de mil reais quem cometer irregularidade, a fim de melhorar a qualidade de vida da população e preservar sua saúde. Dessa forma se consolidará uma sociedade mais saudável,em que o estado desempenha corretamente seu “contrato social”.