Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 10/09/2020
A descoberta do primeiro antibiótico, a penicilina - feito pelo médico Alexander Fleming no século XX - revolucionou a medicina, pois possibilitou o tratamento de doenças bacterianas, que outrora eram fatais. No entanto, devido ao seu uso indiscriminado, através da automedicação, não se sabe até quando esse importante avanço científico ainda funcionará.
Em primeiro lugar, é importante salientar como a automedicação resulta no aparecimento de superbactérias imunes à antibióticos. Pois, com o uso recorrente e não controlado de tais fármacos, esses microrganismos vão se adaptando com o passar do tempo, de modo que não sejam mais mortos ao serem expostos à esse medicamento. Consoante à teoria evolucionista proposta por Charles Darwin, que afirma que os organismos vão se adaptando as condições inóspitas do ambiente e passando essa habilidade para sua prole.
Ademais, cabe destacar o que leva o indivíduo a se automedicar em vez de procurar auxílio médico. Isso ocorre devido à carência de informação da população no que tange aos riscos do mau uso de remédios, uma vez que sem terem conhecimento das implicações de tal prática, optam pelo mais rápido. A esse respeito, os gregos por exemplo, usavam uma pomada feita com o metal tóxico mercúrio, pois não sabiam os males que esse elemento traz à saúde. Diante do exposto, faz-se necessário reverter esse quadro tão alarmante.
Portanto, percebe-se a importância da correta compreensão da população a respeito das consequências da automedicação. Logo, cabe ao Estado, na forma do Ministério da Saúde, promover campanhas de conscientização sobre a medicação por conta própria, por meio de palestras ministradas nas escolas e anúncios na TV, que mostrem os impactos negativos de tal prática. Dessa forma, essa descoberta tão importante - que foram os antibióticos – continuará salvando vidas no século XXI e após.