Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 16/10/2020
De acordo com uma publicação da Fundação Oswaldo Cruz, em 2015, as superbactérias foram responsáveis por ao menos 23 mil mortes por ano no Brasil. Nesse contexto, é preciso ressaltar que o uso indiscriminado de antibióticos feito pela população, acaba potencializando a existência desses minúsculos organismos, que por sua vez, apresentam um sério risco a saúde dos brasileiros. Nessa conjuntura, a falta de políticas públicas pelo Governo e a falta de consciência social são causas da problemática.
A priori, é necessário destacar a atuação do Estado na existência do problema. Nesse prisma, segundo Thomas Hobbes, renomado filósofo Inglês, o Estado foi criado para garantir direitos básicos ao cidadão. Com efeito, ao observar a atual realidade brasileira, percebe-se que o Estado não está cumprindo o papel dissertado por Hobbes, visto que a falta de politicas públicas em relação a saúde, permite a existência de problemas como o das superbactérias.
Igualmente, é importante considerar a falta de consciência social como outra causa desse problema. Conforme pesquise do Instituto de Ciências, Tecnologia e Qualidade, 72% dos brasileiros tomam remédio por conta própria. Nessa lógica, Karl Marx dizia ser papel do Estado a conscientização de toda a população acerca de qualquer tema relevante. É notório, portanto, que o Poder Público tem a obrigatoriedade constitucional de conscientizar a população sobre os subsequentes riscos que a automedicação pode desencadear.
Por conseguinte, deve-se enfrentar o supracitado enredo. Para tanto, é preciso que o Ministério da Saúde, desenvolva um projeto de conscientização da sociedade. Isso será possível com a veiculação de propagandas nos meios informacionais, que levem a população dados que comprovem os riscos da automedicação, e ainda traga as orientações necessárias para a busca da ajuda médica, afim de elucidar a população sobre o tema. Assim feito, o avanço das superbactérias será minimizado e o Estado consumará todo seu sentido protetor.