Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 15/01/2021
Ainda no início do século XX, uma infecção bacteriana era capaz de causar grandes estragos, sem que houvesse medicação eficaz disponível. No entanto, próximo da Segunda Guerra Mundial, o primeiro antibíotico, a penicilina, foi descoberto, o que revolucionou a medicina. Contudo, em função da automedicação dessas substâncias e da ignorância a respeito dos efeitos disso, bactérias mais resistentes vêm surgindo, de forma a causar grandes preocupações.
Em primeiro lugar, o uso de drogas anti-bacterianas sem orientação médica é uma prática comum e perigosa. Esse perigo é decorrente da seleção natural, ou seja, as bactérias com resistência aos antibíoticos sobrevivem à ação deles e, com menos competição, pelas outras terem morrido, elas se proliferam mais facilmente. Assim, surge, no organismo, uma grande quantidade dessas ‘‘superbactérias’’, que dificilmente são eliminadas. Como resultado disso, muitas pessoas morrem, uma vez que não há medicação eficaz. Ademais, só em 2012, a Anvisa registrou quase 10 mil desses casos em UTIs de todo Brasil, o que mostra que a situação é grave e necessita de urgente intervenção do Poder público.
Todavia, o erro, segundo Sócrates, é proveniente da falta de conhecimento de uma pessoa sobre determinado assunto. Dessa forma, pode-se afirmar que se houver o conhecimento prévio sobre o problema abordado, ele será, certamente, mitigado. Do contrário, caso continue havendo um grande desconhecimento a respeito disso, os 10 mil casos registrados em 2012 serão poucos frente ao grande potencial devastador que esses microorganismos resistentes podem ocasionar, podendo até mesmo ser mais impactante, em um futuro próximo, que o terrível novo coronavírus
Portanto, compreende-se o quão grave é usar uma droga sem recomendação médica. Logo, cabe ao Estado e ao Ministério da Saúde previnir que algo assim aconteça. Isso será feito pela veiculação, em larga escala, de propagandas governamentais, de modo a alertar, sob orientação de especialistas, sobre os grandes riscos de se usar remédios sem acompanhamento especializado. Tal ação será realizada por meio de verbas da união, a fim de inibir a população de favorecer o aparecimento de bactérias super resistentes, o que tornaria tratamentos anti-microbianos ineficientes, assim como era antes da Segunda Grande Guerra.