Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 22/02/2021
No prelúdio da contemporaneidade, a automedicação sendo reflexo do surgimento de superbactérias é uma questão de ordem social, científica e política a qual o Brasil foi convidado a debater. De um lado, a automedicação descontrolada pela população devido a precariedade no sistema público de saúde encontra-se como problema principal. Do outro, a seleção natural das bactérias ocasiona no aumento da população de superbactérias funciona como mola propulsora da problemática.
Em primeiro plano, é relevante abordar que a precariedade do SUS é grande responsável pela automedicação da população, uma vez que o atendimento é feito por profissionais despreparados e incapacitados para o diagnóstico necessário. Como consequência, ao comprar antibióticos, apesar do requerimento da receita, o uso é feito de maneira errônea, a ponto de intoxicar o indivíduo. Em validação, dados expostos pelo Conselho Federal de Farmácia afirmam que a automedicação é um habito de 77% dos brasileiros. Logo, é irrefutável a ação do Poder Público com o intuito garantir o atendimento de qualidade nos sistemas públicos de saúde, tutelando assim o direito à vida, em conformidade com a Constituição Federal.
Ademais, vale ressaltar que conforme Charles Darwin apregoou a uma luta constante entre a sobrevivência, os organismos mais aptos são selecionados e sobrevivem ao meio. Nesse sentido, o surgimento das superbactérias é uma consequência do uso de antibióticos incorretamente na qual o organismo criou resistência ao medicamento e as bactérias menos resistentes morreram. Como resultado, esses organismos resistentes que antes não existiam residem em ambientes de convívio humano, favorecendo a contaminação do mesmo. Prova disso é que dados divulgados pela OMS expõe que 23 mil pessoas morrem no brasil vítimas do germe resistente. Desse modo, é notório redobrar os cuidados com a higiene humana.
Em virtude dos fatos mencionados, fica clara a necessidade de políticas públicas de saúde para resolver o problema do aumento da proliferação de superbactérias. Portando o Governo Federal deve investir em maquinários e utensílios que facilitem o diagnóstico preciso do paciente, a fim de incentivar o trabalho medico e não acarrete numa possível falha de identificação do problema e prescrição errada de medicamentos. Além disso, O ministério da saúde deve promover campanhas por meio das redes sociais com objetivo de incentivar a higienização das mãos, dos alimentos e tomar cuidados necessários ao visitar pacientes hospitalizados. Dessa forma, a automedicação será reduzida e assim diminuir a multiplicação desses organismos resistentes.