Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 06/05/2021

A teoria da Evolução, proposta pelo biólogo Charles Darwin, propõe que os organismos mais aptos ao ambiente sobrevivem. Sob essa ótica, é visto que a utilização inadequada de antibióticos - como a sua automedicação - proporciona o surgimento de superbactérias. Dessa maneira, em razão da insuficiência estatal e da negligência do sistema de saúde, emerge um problema complexo.

A priori, deve-se ressaltar a ineficácia das autoridades, já que a automedicação tornou-se algo banal, em razão do governo não intervir no assunto. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável pelo bem-estar social. Sob esse viés, vê-se a necessidade dos governantes em disseminar as informações corretas sobre o tema - como as consequências da automedicação - o que irá acarretar na diminuição de mortes, pelo declínio do surgimento de bactérias resistentes. Desse modo, é de suma importância a atuação eficaz das autoridades.

Além disso, observa-se a insuficiência do sistema de saúde, o qual não é democratizado e quando a população possui acesso, vê-se uma má qualidade no atendimento. Isso faz com que a automedicação aconteça com mais frequência, com a utilização indiscriminada de antibióticos - o que leva a criação de superbactérias e a morte de inúmeras pessoas. Esse fato é comprovado pela estimativa de óbitos para 2050 feita pela Review on Antimicrobial Resistence, a qual ultrapassa 390 mil mortes na América Latina.

Infere-se, portanto, que o surgimento de superbactérias é um reflexo da automedicação. Sendo assim, cabe ao Estado, dententor do bem-estar social, comprometer-se na construção e na melhoria da infraestrutura de hospitais, por meio de maiores investimentos na área da saúde, a fim de promover a queda na automedicação e, consequentemente, a diminuição do aparecimento de superbactérias. Somente assim, o bem-estar proposto por Thomas Hobbes será alcançado e o problema será solucionado.