Superbactérias: reflexo da automedicação?
Enviada em 12/05/2021
O artigo 5 da Constituição Federal garante, dentre outros direitos, o acesso à saúde gratuita e de qualidade. No entanto, com a superbactérias, essa prerrogativa pode não ocorrer. Uma vez que os seres tendem a ser mais resistentes à medicação. Tal processo ocorre, infelizmente, é um reflexo do excesso da automedicação. Essa, junto à falta de informação são um problema de questão nacional.
Em primeira análise, vale destacar que a automedicação é um dos principais responsáveis pelo fenômeno das superbactérias. Sob essa óptica, na ‘’teoria da seleção natural’’ do biólogo Charles Darwin o ambiente seleciona os seres mais adaptados para viver. Nessa óptica, ao tomar um remédio - sem orientação médica- um indivíduo pode ‘‘gerar’’ microorganismos mais resistentes. Nessa perspectiva, dada a gravidade da situação conforme o site G1, a Organização Mundial da Saúde -OMS- afirma que o uso indiscriminado de antibióticos pode, lamentavelmente, trazer um retrocesso. Sob essa análise, a garantia de saúde do artigo 6 Constituição pode não ser efetivada pelo fato de não haver uma mercadoria, capaz de combater o individuo do reino monera. Dessa forma, cabe ao Ministério da Saúde-MS- atenuar o dilema.
Outrossim, a falta de informação também é um vilão no que tange automedicação e o surgimento de superbactérias. Isso é, devido a uma de defasagem educacional, muitas vezes, o cidadão desconhece que tomar um antibiótico, sem orientação, pode ser um perigo. Nessa conjuntura, para o sociólogo Darcy Ribeiro, a educação brasileira não é falha, mas sim projetada para tal. Com isso, desastrosamente, o país acaba selecionando microorganismos super resistentes. Dentro dessa lógica, vale salientar também, que segundo a OMS, não seguir o prazo que um médico passou para tomar uma medicação pode causar também uma seleção natural, o que novamente, muitos não sabem. Dessa maneira, o Ministério da Educação- MEC- deve amenizar o problema.
Destarte, é fundamental o combate das superbactérias. Para isso, o MS- Uma vez que a sua função é administrar a saúde- deve atuar na criação de um programa que dificulte a compra de antibióticos pela população geral. Ele atuaria por meio da limitação da quantidade de compra por cada cidadão do país. Com a finalidade de evitar uma automedicação exacerbada. Além do mais, o MEC deverá propor por intermédio da mídia campanhas de conscientização contra tomar remédios sem orientação médica ou de algum especialista na área de saúde.