Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 24/05/2021

A Revolução Técnico-Científica permitiu o aprimoramento da medicina e a evolução de ferramentas para melhorar a qualidade de vida humana. Todavia, do século XX ao mundo hodierno, tais mecanismos são utilizados erroneamente e acarretam no surgimento das superbactérias. Nesse cenário de retrocesso, o aparato desenvolvido para sanar doenças é usado em excesso e de maneira incorreta pela população global- uma vez que não só há a falta de informações sobre as consequências da automedicação, como também o cego manejo popular das mídias digitais, alimentando a cibercondria. Logo, o povo clama por medidas interventivas, com o intuito de permitir a vitalidade dos seres humanos.

Diante da ineficaz transmissão de informativos aos indivíduos, a ocorrência de superbactérias é inevitável. Sob essa óptica de desinformação, cabe mencionar a frase do sociólogo Jürgen Habermas, que: “Não pode haver intelectuais se não há leitores”- dessa maneira, não haverá pessoas detentoras do saber, se não existe a propagação de conceitos primordiais. Nesse prisma, a falta de matérias sobre os efeitos da automedicação permitem que os cidadãos alienados consumam excessivamente remédios e gerem patógenos resistentes. Segundo a teoria Neodarwinista, tais agentes etiológicos fortificam-se devido a adaptação aleatória sofrida por eles no meio, ou seja, mutações genéticas acontecem ao acaso e permitem o aumento da resistência das bactérias. Concomitantemente, vê-se necessárias medidas interventivas para esclarecer o corpo social e, assim, proteger a vitalidade da nação.

Outrossim, o manejo errôneo das redes cibernéticas intensificam a automedicação e, por conseguinte, o aumento dos superpatógenos. Seguindo esse raciocínio, vale citar a obra “Tartarugas até lá embaixo”, do escritor John Green, cuja personagem detem um transtorno psicológico embasado na procura compusória de possíveis doenças que pode possuir de acordo com os sintomas sentidos por ela. Esse cenário ficcional é recorrente no mundo globalizado, no qual indivíduos buscam da automedicação uma saída para sintomas/dores cotidianas. Consequentemente, a fantasia elaborada pelo autor contemporâneo ilustra com maestria a maléfica forma como a população age nas mídias digitais. Logo, é inegável a necessidade de ações para combater o surgimento de novas suberbactérias.

Infere-se, portanto, que a automedicação é responsável pela origem de patógenos resistentes, além da urgência por medidas públicas de intervenção. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, em parceria com a coordenação pedagógica das redes de ensino, inserir uma aula na Base Comum Curricular, com o intuito de possibilitar o esclarecimento dos estudantes e impedir a continuidade da medicação sem parecer médico. Essa disciplina será lecionada, por profissionais da saúde, uma vez por semana nas escolas brasileiras e, dessa forma, irá impedir a ocorrência das superbactérias no Brasil.