Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 22/02/2022

O seriado ‘’House’’, produção televisiva norte-americana, possui uma abordagem crítica quanto a automedicação, pois seu personagem principal Gregory House é um médico viciado em analgésicos – remédios que aliviam a dor -, que vão surtindo aos poucos menos efeitos. Para além do recorte ficcional, o cenário aludido é vivenciado em solo brasileiro, à medida que a automedicação é acompanhada de um autodiagnóstico, evidenciado na recusa de acatar o tratamento médico, interrompendo-o precocemente, favorecendo o surgimento de superbactérias, que é associado à falta de conhecimento sobre os efeitos adversos dos fármacos no organismo, corroborando a manutenção da problemática.

Em primeiro plano, a teoria da evolução pela seleção natural desenvolvida pelo naturalista Charles Darwin, considerado pai da biologia moderna, explica que o sobrevivente em um ambiente será sempre o mais apto, ou seja, o mais adaptado para o meio e essas características serão repassadas a descendentes. À luz dessa perspectiva, em um tratamento que foi interrompido no terceiro dos setes dias propostos, não termina por eliminar todas as bactérias presentes no organismo, apesar deste apresentar melhora. Logo, as bactérias que sobreviveram se tornaram mais fortes e seus descentes mais ainda, originando por mim a superbactéria, já que aquele mesmo medicamento utilizado não surtirá o mesmo efeito.