Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 11/07/2021

A descoberta e utilização da penicilina, substância secretada por uma espécie de fungo para inibir a competição com bactérias, como antibiótico na década 20, mudou a forma da medicina tratar as doenças bacterianas. Porém, fomentou o surgimento de um sério problema, a questão das superbactérias resistentes a esse tipo de medicação, o qual se desenvolveu como um reflexo da automedicação e do uso de forma incorreta dessas drogas.

Primeiramente, é importante evidenciar como a automedicação tornou as bactérias resistentes à medicação um verdadeiro problema de saúde pública. Haja vista, que o uso de forma autônoma de antibióticos acarreta no desenvolvimento desses seres, que se tornam extremamente difícies de eliminar. Desse modo, com a dificuldade para tratar dessas novas cepas, as doenças bacterianas voltam a ser uma grande ameça para a saúde dos indivíduos. Dado que segundo o site da BBC, há uma projeção que somente na América Latina haverão, no ano de 2050, mais de 300 mil mortes devido a esses superprotistas. Logo, é inegável o reflexo da automedicação para o gravamento desse problema

Ademais, o uso de forma errada de antibióticos, pela população, potencializa a questão das superbactérias, pois está intimamente ligado ao desenvolvimento da resistência a esses fármacos. Charles Darwin, no século XIX, postulou a teoria da evolução, na qual por meio da seleção natural os animais se tornariam mais adaptados. Da mesma forma, a suspensão do uso ou a dosagem diferente da recomendada pelos médicos, age como a seleção natural favorecendo os microrganismos mais resistentes. Desse modo, como um reflexo do uso incorreto dos remédios há o surgimento das bactérias resistentes às drogas convencionais.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para amenizar essa problemática. Cabe ao Estado, através do Ministério da Saúde, desenvolver campanhas publicitárias, na televisão e no rádio, que visem informar a população sobre os reflexos da automedicação e do incorreto dos antibióticos, com o objetivo de frear o surgimento de novas cepas de bactérias resistentes à medicação. Além disso, também é valioso que as embalagens desse tipo de fármacos contenha de forma explícita os riscos, para a saúde pública, ao não seguir as recomendações médicas. Dessa maneira, assim como na década de 20 os antibióticos ainda serão eficazes no combate às doenças bacterianas e capazes de salvar vidas.