Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 26/07/2021

Na biologia, bactérias são seres unicelulares que habitam o corpo de animais, plantas e outros microrganismos; por se tratarem de indivíduos com uma única célula, seus processos de mutação são facilitados. É certo que o uso incorreto de medicamentos contra as bactérias, antibióticos, confere resistência que seleciona-as positivamente no meio, caracterizadas, então, como superbactérias. Este uso é causado por uma falta de amparo da saúde pública à população e gera a ampliação de doenças futuras na sociedade. Portanto, é necessário que haja debate e implementação de medidas que reduzam a medicação incorreta.

Assim como no mito da caverna de Platão os indivíduos conseguem visualizar somente a sombra de seus corpos e consideram esta a única realidade, na atualidade, com a falta de conhecimento e a propagação de notícias falsas, o mito torna-se real ao descrever o uso de medicamentos controlados prescritos de forma incorreto. Por exemplo, o uso do antibiótico Azitromicina ao combate da nova COVID-19, que além de causar danos ao sistema digestivo do doente, ainda confere a resistência de bactérias no seu corpo.

Com o fim de mostrar a realidade, é comum serem retratadas pandemias em contextos cinematográficos, em filmes e séries. Na série “The Rain”, da Netflix, é descrita uma catástrofe mundial em que uma superbactéria fictícia, resistente a tratamentos convencionais, infecta a população. Semelhantemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a partir de 2050 morrerão cerca de 10 milhões de pessoas por ano, no mundo, pela resistência de bactérias aos medicamentos, o que torna mais próximo da realidade o contexto dado na série.

Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde se preocupe em divulgar informações sobre os perigos da automedicação contra doenças, porém, tal trabalho deve considerar a linguagem de fácil entendimento e o meio de propagação da mensagem; todos os níveis socioeconômicos da sociedade devem receber. Desta forma, a partir de ações midiáticas, em postos de saúde, hospitais e locais de grande circulação de pessoas, o governo cria, de fato, uma circulação de informações expressiva. Somente assim, a automedicação incorreta pode ser reduzida, junto com as consequências na saúde e no ambiente.