Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 30/07/2021

A série “O Gambito da Rainha”, produzida em 2020, retrata a vida de uma órfã que desde pequena foi obrigada a fazer o uso de remédios, mesmo sem a aprovação de especialistas do mundo, o que gerou com o passar dos anos uma dependência, causando danos tanto físicos como mentais à jovem. Na realidade não é diferente, os remédios, quando ingeridos sem prescrição médica, podem causar inúmeras consequências negativas, entre elas a superbactéria. Assim, torna-se pertinente pontuar a automedicação como causade diversas complicações, entre elas as superbactérias.

Primeiramente, as superbactérias são resultado de bactérias que se tornaram imunes a determinados antibióticos. Tais mutações bactericidas surgem quando um indivíduo faz o uso dos mesmos de forma incorreta ou frequente, principais características também da automedicação. Nesse cenário, uma pesquisa, realizada pelo Conselho Federal de Farmácia, afirma que 77% dos brasileiros dizem se automedicar. De mesmo modo, em outra analise, produzida pela empresa de segurança Kaspersky, o resultado obtido foi que 62% dos brasileiros confiam nos resultados e prescrições pré-respondidas na internet. Os dados anteriores contribuem para a associação da automedicação às superbactéria.

Ademais, vale ressaltar que com o surgimento da internet e, consequentemente, do fácil acesso à informações, o povo brasileiro começou a fazer o uso de “verdades virtuais” no seu cotidiano, porém acabam deixando de lado a presença das “fake news” e, ou, deixaram de frequentar clinicas hospitalares quando se diz respeito às doenças, logo, se automedicando. Nessa perspectiva, a OMS (Organização Mundial da Saúde), realizou uma pesquisa em que ressalta que desde o ao aumento significativo de superbactérias, década análoga à do surgimento da internet, o mundo não possuiu mais progresso significativo no desenvolvimento de novos antibióticos.

Entende-se, portanto, que as superbactérias são um reflexo da automedicação unida à internet. Por conseguinte, para que a evolução do número de superbactérias entre em declínio não só é necessário que o Ministério da Tecnologia em união com o Ministério da Saúde produzam propagandas de conscientização, sobre as causas das superbactérias e a importância de procurar um médico diante de problemas de saúde, com o intuito de informar a população brasileira do melhor método de se prevenir contra uma superbactéria; mas também urge que o Ministério da Inovação juntamente com o Ministério da Saúde, disponibilizem um maior incentivo fiscal para o desenvolvimento de novos antibióticos, com a finalidade de estimular e proporcionar a aptidão dos cientistas brasileiros a desenvolver uma inovação no ramo médico.