Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 12/08/2021

Carlos Drummond de Andrade, no seu poema, “No meio do caminho”, retrata, de modo figurado, os obstáculos enfrentados pelos homens em sua trajetória. Fora do poema, nota-se que o desenvolvimento de superbactérias torna-se uma grande pedra na vida de milhares de indivíduos da sociedade contemporânea. Mediante a isso, questões como as questões sociais e ausência informacional são fatores que se destacam no problema.

Primeiramente, é importante ressaltar que a desigualdade social e a má distribuição de renda tende a fazer com que os indivíduos em situações vulneráveis se automediquem com o que possuem a sua disposição. No filme “Os salafrários”, da plataforma de streaming Netflix, é apresentado dois irmãos que, por conta da situação econômica em que se encontram, são atraídos para o ramo da fraude e da desonestidade. Com esse cenário, fora da ficção, muitas pessoas, com baixo capital, são vulneráveis ao uso indevido de antibióticos, uma vez que, quando é necessário, na visão médica, realizar a troca de medicação, não possuem condição financeira para isso e, consequentemente, tendem a utilizar o que já possuem, abrindo oportunidade para as bactérias resistentes aparecerem.

Ademais, a ausência informacional também participa do problema. De acordo com o pensamento do filósofo Immanuel Kant, o ser humano tende a agir de acordo com a educação que recebe. Diante disso, como a informação gera educação, torna-se fundamental a implementação de conhecimentos, para a sociedade, sobre a superbactéria e automedicação, prevenindo, assim, o abuso dos remédios e o avanço de algumas doenças.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Logo, cabe o Ministério da Saúde, desenvolver um site destinado a uma ampla abordagem sobre o uso de antibióticos, com suas causas e consequências do mau uso dessas medicações, por meio de parcerias com médicos especializados na área para fornecer as informações e com um técnico em informática capacitado no desenvolvimento de sites. Ademais, publicar informações no Instagram do Ministério para atingir um público maior. Para, assim, minimizar o desenvolvimento das superbactérias por meio da automedicação.