Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 24/08/2021

O uso de plantas para a cura de enfermidades é algo muito comum em comunidades indígenas, uma vez que o contato com a natureza permitiu que esses indivíduos tivessem uma rica rede de informações sobre medicina tradicional. Em contrapartida, a automedicação sem conhecimento reflete ao emergir de diversas adversidades, como o surgimento de superbactérias, microrganismos que possuem resistência a antibióticos. Portanto, a utilização incorreta de fármacos tende a lesar o bem-estar populacional, além de impossibilitar o tratamentos dessas enfermidades, já que elas conseguem resistir aos medicamentos.

Convém ressaltar, a princípio, que o consumo exagerado de remédios sem prescrição médica afeta o sistema de saúde gravemente. Na série “This Is Us“, o personagem Kevin Pearson tem dificuldades em lidar com seus problemas emocionais e encontra na bebida e em analgésticos uma forma de alívio, assim, prejudicando seus relacionamentos e a si próprio. De maneira análoga, fora da ficção, o uso inapropriado de uma medicação também pode levar a sérios danos, um exemplo seria o caso registrado pelo portal de notícias ”El País” em que um hospital de Nova Delhi, na Índia, foi o disseminador por mais de 100 países de uma proteína que oferece para bactérias resistência aos populares antibióticos. Nesse sentido, é perceptível que há uma falta de consciência e responsalidade populacional sobre saúde pública que gera toda década uma nova pandemia.

Ademais, o emergir de superbactérias é um grande impasse para os profissionais de saúde, pois são eles que estão incumbidos de encontrar novos tratamentos eficazes. O livro “As Intermitências Da Morte” é uma ficção que narra o que aconteceria se não houvessem mais pessoas morrendo e a mudança no cotidiano que essa condição causaria. Consequentemente, o que ocorre nessa obra impactou diversos setores, mas principalmente o de saúde, uma circustância similar ao que ocorre quando um novo microrganismo surge no mundo tangível. Esse impasse fica claro quando os medicamentos já existentes não são mais eficazes e, dessa forma, sendo necessário a criação de novos, algo que pode demorar anos e, infelizmente, gerar mortes durante o período em que ainda não se descobriu uma solução definitiva.

Logo, é necessário a criação de medidas que revolvam esse empecilho. O Governo Federal deve em conjunto com o Ministério da Sáude elaborar cartilhas educacionais que possam ser distribuídas em postos de saúde para informar os cidadãos sobre os perigos da automedicação e impedir que causem danos ao próprio bem-estar. Além da produção de cartilhas, esse tema pode ser abordado em comerciais televisivos, desse modo, conseguindo um maior alcançe ao debate.