Superbactérias: reflexo da automedicação?

Enviada em 29/08/2021

Na série televisiva “Anatomia de Grey”, a renomada Dra. Grey atende um paciente que se automedica compulsivamente e em seu diagnóstico final apareceu a inexistência de bactérias boas no seu corpo, que levou ao seu trágico óbito. Fora da ficção, no mundo, muitas pessoas possuem o costume de se automedicarem com antibioticos, por conta das vendas indiscriminadas de fármacos sem as recomendações médicas, com também, a falta de novas pesquisas para criar uma droga eficaz que combata as superbactérias.

Em primeiro plano, é importante destacar a obrigação de todas as drogarias em apenas vender qualquer dos medicamentos com a apresentação do receituário médico. A respeito disso, de acordo com ANVISA, qualquer tipo de fármaco que for usado sem a recomendação médica pode causar efeitos negativos aos indivíduos. Sobre essa lógica, toda categoria de remédio, seja para casos leves ou avançados, devem ser adquiridos apenas com a prescrição profissional dos hospitais, pois assim às pessoas terão a orientação correta do uso e evitarão a criação de novas superbactérias. Dessa forma, a Legislação dos países devem imediatamente criar novas leis que Impeçam a automedicação dos consumidores.

Sob outro prisma, é imprescindível ressaltar a importância de novos tratamentos para controlarem a propagação de superbactérias. Análogo a isso, segundo o relatório da Organização Munidal da Saúde(OMS), em 2020, várias pesquisas foram paradas por conta do novo vírus da COVID-19, porém, muitos indivíduos morrem diariamente por superbactérias. Nesse sentido, atualmente em vários locais, como na agricultura e pecuária, são utilizados antibioticos, atualmente com o consumo de vegetais e carnes em geral, essas bactérias podem transferir os genes de resistência da agricultura para patógenos humanos. Desse modo, os centros de pesquisas devem começar a estudar os pacientes enfermos e desenvolverem um novo remédio com mais eficácia.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomada para solucionar esse imbróglio. Destarte, cabe a Organização Mundial da Saúde(OMS), incentivar todos centros de pesquisa para criarem novos tratamentos de superbactérias, por meio de investimentos financeiros nos meios científicos e biotecnológicos e realizarem mais parcerias com iniciativas privadas, a fim de evitar que mais pessoas morram por causa das superbactérias. Além disso, os Poderes Legislativos podem, ainda, desenvolverem leis mais rígidas na venda de qualquer medicamento disponível, para assim diminuir a automedicação compulsiva no mundo. Somente assim, a realidade apresentada pela série “Anatomia de Grey” irá reduzir gradativamente.